Operadoras devem ajudar na identificação de responsáveis por invasão ao Congresso

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que as companhias do setor utilizem a localização geográfica dos celulares para calcular onde as pessoas estavam. Medida tem como objetivo auxiliar em investigações e na identificação dos criminosos após invasão e depredação ocorrida neste domingo (08), em Brasília

Compartilhar:

As operadoras de telecomunicações devem guardar, por pelo menos 90 dias, os dados de pessoas que estavam nas imediações da Praça dos Três Poderes e do Quartel-General do Distrito Federal, em Brasília neste domingo (08). Os locais foram palco de atos terroristas que resultaram na invasão do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi proferida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

 

Determinação às empresas de telecomunicações, em particular as provedoras de serviço móvel pessoal que guardem pelo prazo de noventa dias os registros de conexão suficientes para a definição ou identificação de geolocalização dos usuários que estão nas imediações da Praça dos Três Poderes e do Quartel-General do Distrito Federal para apuração de responsabilidade nas datas dos eventos criminosos”, destaca Moraes em decisão.

 

Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou ainda que às plataformas de mídias e de redes sociais que identifiquem e removam os conteúdos que promovam incitação de atos de invasão e depredação de prédios públicos federais em todo o território nacional. “Determinação imediata às plataformas de mídias e de redes sociais para a interrupção de monetização de perfis e transmissão das mídias sociais que possam promover, de qualquer forma, os atos de invasão e depredação de prédios públicos em todo o território nacional”, acrescenta o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Invasores roubaram HDs do Palácio do Planalto

 

Ainda nesta segunda-feira (09), o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta comentou que houve um trabalho de “inteligência” por trás dos atos de vandalismo em Brasília, que ele classificou como “tentativa de golpe de Estado”. Pimenta comentou também que foram levados vários HDs da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 

“Uma parte com inteligência foi à Sala das Armas do GSI, à Secom, à Abin. Levaram os HDs.  Sabiam o que estavam fazendo”, disse. “Quem entrou no Palácio conhecia o Palácio. Nada do que aconteceu aqui poderia ter acontecido sem que algum nível de facilitação, algum nível de cumplicidade tivesse ocorrido”. Segundo o ministro, há imagens e vídeos da invasão que serão periciados e servirão como prova para as investigações.

 

*Com informações do Valor Econômico

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Nova Lei mira golpes digitais e contas laranja para fortalecer combate a fraude

Atualizações do Código Penal sancionada pelo Presidente Lula tipificam o crime de contas de passagem e aumentam penas contra campanhas...
Security Report | Destaques

Ciber-Resiliência: WEF reforça papel da SI na proteção de ativos industriais críticos

Relatório Cybersecurity Outlook mostra que, apesar dos avanços, falhas em governança, supply chain e ambientes OT ampliam riscos financeiros e...
Security Report | Destaques

Hospital das Clínicas de Porto Alegre reforça maturidade da saúde com resiliência de dados

Em painel da RSA Conference 2026, Renato Malvezzi, CTO do HCPA, detalhou a estratégia de imutabilidade e arquitetura distribuída que...
Security Report | Destaques

Inovação Sustentável: O CISO como arquiteto da agilidade Segura

No Security Leaders Rio de Janeiro, especialistas discutem como a liderança de Cibersegurança deve transcender o papel de bloqueadora para...