O perigo da fraude SIM Swap no setor financeiro

A troca de identidade no chip do celular (SIM Swap) é extremamente perigosa e deixa evidente o cuidado que se deve ter ao se empregar mensagens de texto (SMS) como um dos dois fatores de segurança

Compartilhar:

A troca de identidade no chip do celular (SIM Swap) é extremamente perigosa e deixa evidente o cuidado que se deve ter ao se empregar mensagens de texto (SMS) como um dos dois fatores de segurança. Nessa modalidade de fraude, os criminosos utilizam identidades falsas para ganhar acesso ao cartão SIM, ou seja, ao chip do celular de um assinante legítimo.

O final da história todos podem imaginar, com os fraudadores tentando usar esse chip para legitimar transações junto ao banco do usuário original, seja transferindo dinheiro ou fazendo compras online, entre outros golpes.

Do ponto de vista das instituições financeiras, muitas já iniciaram o processo de substituição da autenticação por SMS, passando a adotar a notificação PUSH, na qual mensagens são enviadas para smartphones sem que o usuário as solicite. Essa tecnologia dá uma maior proteção e uma interface mais sólida para os bancos fazerem negócios com seus clientes. Os correntistas podem verificar se seu banco já oferece um aplicativo móvel e então ativar o PUSH como segundo fator de autenticação, ao mesmo tempo em que desabilitam a opção SMS.

O SMS continua a ser uma boa maneira de avisar os usuários sobre movimentações, mas não deve ser usado para permitir privilégios de acesso. “Diversas instituições financeiras estão equilibrando a segurança da solução com a sua aceitação pela base de usuários. A facilidade de uso versus a segurança é um desafio clássico. No atual cenário, os bancos devem procurar implementar soluções de segurança que ofereçam o nível correto de proteção no momento preciso”, pondera Will LaSala, diretor de soluções de segurança e evangelista em segurança da OneSpan.

De acordo com o executivo, os bancos podem empregar dados de diversas fontes através de suas interações com seus consumidores, permitindo uma melhor visão de onde está o nível de percepção de risco do banco. “Uma vez identificado o nível de risco, os bancos podem tomar decisões mais precisas sobre como minimizar esse risco. Por exemplo, se ele requer uma notificação PUSH, uma transação pode ser processada sem qualquer interação adicional com o usuário, ou então pode se solicitar uma prova biométrica como impressão digital ou, ainda, algo mais seguro, como reconhecimento facial ou por voz. Todas essas tecnologias devem estar na mesa para que o banco empregue em qualquer ponto da jornada com seus usuários digitais”, conclui Will LaSala.
 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

59% dos dados expostos pela IA são informações reguladas no setor financeiro

Relatório revela que, embora instituições tenham migrado para ferramentas de IA gerenciadas, a mistura entre contas pessoais e corporativas ampliou...
Security Report | Overview

Atividade de bots de IA cresce 300% e ameaça receitas em paywall

Relatório revela que assistentes de IA geram 96% menos tráfego de referência do que buscas tradicionais, elevando custos e pressionando...
Security Report | Overview

Segurança em malha híbrida pode gerar salto de 314% no ROI, aponta análise

Estudo da IDC, apoiado pela Check Point Software, revela que arquiteturas integradas reduzem a indisponibilidade operacional em 66% e os...
Security Report | Overview

Pesquisa aponta SI como principal fator de confiança para a escala da IA Industrial

Novo estudo da Cisco revela que 49% das indústrias brasileiras veem a Segurança como o maior obstáculo para expandir a...