O Líder de Cyber está pronto para dar um salto estratégico na empresa?

Devido ao crescimento da criticidade da Segurança no cotidiano corporativo, os profissionais do setor conviveram desde o começo da década com uma transformação no seu papel no negócio. Agora, a SI deve ampliar o debate sobre como se transformar para preservar os planejamentos estabelecidos e garantir a continuidade da empresa no longo prazo

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Como definir o papel do CISO na estrutura empresarial atualmente? A percepção que, hoje, está convencionada na Cibersegurança é que o Líder de SI não pode mais se dar o luxo de se reservar apenas a um papel técnico, precisando participar ativamente da vida cotidiana do negócio, com o objetivo de compreendê-la e auxiliá-la na sua preservação diante das transformações do mercado e das ameaças cibernéticas.

 

CISOs de relevante experiência no Brasil tem apontado, inclusive, para o risco de o setor perder relevância junto à alta gestão se não for capaz de se reinventar como um departamento que alcance um papel estratégico, focado na gestão de riscos, pessoas, tecnologias e, em suma, na continuidade do próprio business. Agora, os líderes vislumbram uma oportunidade de se reinventarem como executivos interdisciplinares e aptos a transitar pelos diversos setores.

 

Essa visão ficou clara também nas discussões promovidas em fóruns internacionais sobre o tema. Na RSA Conference de 2025, por exemplo, o debate ressaltou que o CISO é, antes de tudo, um negociador entre diversas visões diferentes da companhia. E por isso, esse profissional deve ser capaz de coordenar diferentes visões do negócio em torno de uma mesma estratégia de Segurança.

 

“O CISO de hoje deixou de ser apenas o “guardião técnico” e passou a atuar como um estrategista de risco e confiabilidade digital. As demandas mudaram e o foco não está só em proteger, mas também em acelerar o negócio com segurança. Isso significa que, para o futuro, o líder de segurança precisará integrar a Segurança, conectar-se com o board, apoiar a inovação e disseminar a cultura de SI”, acrescenta a CISO da Leroy Merlin, Fabiana Tanaka.

 

Ainda de acordo com a executiva, isso exigirá que o profissional do futuro desenvolva soft skills baseadas na interrelação pessoal, incluindo empatia, comunicação, adaptabilidade, inclusão e o potencial de seguir se desenvolvendo continuamente, ao mesmo tempo que forma os novos profissionais do setor. “O líder de Cibersegurança do futuro deve dominar uma combinação de competências técnicas, estratégicas e humanas para seguir relevante no mercado”, conclui.

 

Fabiana também será uma das curadoras dos Painéis de Debates do Security Leaders Nacional de 2025, gerenciando uma discussão focada justamente na análise desse futuro para a vida dos CISOs. Com o tema “O CISO em 2026: Liderança, Legado e o Novo Lugar da Segurança”, a executiva estará com Denis Nesi, CISO da Claro Brasil; Marcos Donner, Superintendente de Cyber e Prevenção a Fraudes na Unicred; e Thales Cyrino, Diretor de Vendas de Cibersegurança LATAM da NTT DATA. O debate está marcado para o segundo dia do Congresso, 23 de outubro, às 15h40.

 

O Security Leaders Nacional é a última parada do roadmap de eventos do Security Leaders, que cruzou nove capitais do Brasil, levando discussões de alto nível e ampliando os espaços de networking entre os líderes e profissionais de Cibersegurança de norte a sul do país. O maior e mais qualificado evento de Segurança da Informação do Brasil ocorrerá nos próximos dias 22 e 23 de outubro, no Piso C do WTC. As inscrições estão abertas por este link e são gratuitos para empresas usuárias de tecnologia.

 

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