“Não vamos desistir de cibersecurity”

Embora os negócios na área de segurança cibernética ainda não tenham decolado na Stefanini, a expectativa é que em 2018 surjam alguns cases que estão na fase de prova de conceito em grandes empresas, como Petrobras e Vale

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Um ano após a Stefanini anunciar uma joint venture com a Rafael Advanced Defense Systems, uma das gigantes responsável pela Defesa Cibernética Israelense, a parceria ainda não gerou negócios efetivos no mercado brasileiro. No entanto, o CEO da companhia, Marco Stefanini, admite que não foi um tempo perdido, mas de muito aprendizado. “Não desistimos do mercado de Segurança da Informação”, frisou ele, durante encontro com jornalistas realizado hoje (01), em São Paulo. O executivo admitiu que Segurança nunca foi o forte da empresa, mas que pretende insistir nesse mercado ainda em 2018.

 

Entre os principais desafios, segundo Stefanini, está a baixa percepção de risco entre os executivos locais quando comparados aos americanos e europeus. O líder destaca ainda que a tecnologia ofertada pela joint venture precisa de tempo de adaptação ao mercado corporativo, por se tratar de uma solução robusta, voltada para a defesa militar.  “A vantagem do produto militar é essa robustez, porém as soluções precisam se adaptar ao mundo civil e às necessidades locais”.

 

De fato, Marco explicou que os produtos que integram o portfólio da Rafael, além de robustos são diversificados e estão passando por muitas POCs (provas de conceito) em grandes empresas do setor como Vale e Petrobras. O executivo avalia que as provas de conceito fazem parte do ciclo de pré-vendas e são necessárias, principalmente em se tratando de soluções de ponta e que ainda não possuem cases locais. Para ele, a necessidade de ver para crer não se trata apenas de uma expectativa brasileira; companhias de todo mundo demandam o mesmo processo.

 

Com um portfólio de cunho militar, a Rafael se destaca pela criação do sistema de defesa antiaérea israelense chamado de Iron Dome, capaz de interceptar e destruir mísseis disparados entre quatro e 70 km em locais povoados. “Com o tempo, o mercado vai entender a importância de ter um sistema de defesa cibernética, considerando a maior exposição digital das empresas”, afirmou. Por essa razão, Marco acredita que a partir do próximo ano a Rafael terá mais destaque no mercado nacional.

 

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