Maior curso de Cibersegurança do Brasil abre as portas no Ceará

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Com foco em formar profissionais preparados para proteger as organizações dos crescentes crimes cibernéticos, a capacitação conta com renomados especialistas.

A Digital College lançou o “Formação de Cibersegurança”, maior curso do País na área. Um trio de especialistas consagrados na área tech compõem a equipe de professores, tendo à frente Daniel Monteiro, diretor de tecnologia da escola e, junto a ele, Claudemir Queiroz, George Santos e Ismael Júnior, peritos em computação forense.


Com 192 horas de aulas presenciais, a capacitação é completa, preparando profissionais para a defesa frente a diversos tipos de ataques cibernéticos, a proteção de aplicações, a identificação de vulnerabilidades e como solucioná-las, e o armazenamento de dados do modo mais seguro. Os conhecimentos abrangem todos os ambientes – rede, móvel, aplicativos e nuvem. 

A relevância da formação é evidenciada pela combinação de dois fatores. “De um lado, os crimes cibernéticos crescem expressivamente e, de outro lado, faltam profissionais de cibersegurança”, afirma Claudemir Queiroz. “Isso significa centenas de milhares de postos de trabalho em aberto por não haver pessoas capacitadas nessa área e, consequentemente, empresas vulneráveis a ataques hacker que podem gerar prejuízos financeiros e de reputação”, complementa Ismael Júnior.

Sequestro de dados

Os números são preocupantes em relação a um dos tipos de ataques cibernéticos mais comuns, o malware chamado ransomware, em que o criminoso usa um programa para sequestrar dados e cobra resgate para devolver o acesso a esses arquivos. 

O Brasil é o quarto país que mais sofre ataques ransomware no mundo, ficando atrás apenas de EUA, Japão e Taiwan. No mundo, foram identificados 8,32 milhões ataques ransomware só no primeiro semestre de 2022 e 14 milhões em 2021. Os dados são de pesquisa do ano passado da Trend Micro, empresa multinacional de cibersegurança com sede no Japão. De acordo com o estudo, os segmentos mais atingidos por criminosos digitais no Brasil são, nessa ordem: setor governamental; educação e indústria; e seguros e saúde.

Os vultosos números de crimes digitais contrastam com a quantidade de pessoas capacitadas em cibersegurança. Em 2021, o Brasil atingiu uma defasagem de 441 mil profissionais de segurança da informação, a maior entre 14 países avaliados pela (ISC)², organização sem fins lucrativos especializada em treinamento e certificações para profissionais de segurança cibernética. Os EUA estão em segundo lugar, com uma demanda não atendida de 377 mil profissionais. 

“Diante do avanço das ameaças digitais, estima-se que é necessário um crescimento de 65% da quantidade de profissionais de cibersegurança para proteger de maneira adequada as empresas. Então, o curso representa benefício aos profissionais, que estarão habilitados para ocupar essas vagas, e para as empresas que contarão com força de trabalho efetivamente preparada contra ataques cibernéticos”, destaca Daniel Monteiro, diretor da Digital College, que tem parceiros como Amazon AWS e Google.


“É uma iniciativa consistente para abastecer de talentos o mercado, então estamos juntos para somar”, afirma o Alberto Jorge, CEO da Trust Control, companhia que faz uma contribuição estratégica ao curso “Formação de Cibersegurança”, assim como a Access One.


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