Levantamento revela que 23,8% dos líderes apostam no fim ou redução dos escritórios

Pesquisa aponta ainda que 16,1% dos gestores pretendem contratar talentos de outras cidades e até mesmo de outro países, além de adotar novos formatos para reuniões e eventos

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A pandemia redefiniu muitas tendências no mercado de trabalho e, nesse contexto, a Workana, fez um levantamento, pela perspectiva dos gestores das empresas, que mostra que deverá haver mais flexibilidade na relação entre funcionários e contratantes. Para 16,1% dos líderes, por exemplo, no futuro do trabalho, o principal ponto a ser avaliado para uma contratação será a competência do profissional, independentemente de ele estar a quilômetros de distância ou não.

 

De acordo com Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, o home office deixou de ser opção, para figurar no mercado de trabalho como preferência de mais de 94,2% dos profissionais CLT. E as empresas também não querem mais se limitar só aos melhores talentos da região em que estão localizadas, mas sim de todo o país – ou mesmo do mundo. Não à toa, 84,2% dos gestores pretendem promover o trabalho remoto no pós-pandemia. “Vejo essa nova tendência, e esse intuito de adotar esse novo modelo de trabalho, como algo bastante positivo a todos, porque ajuda a democratizar o mercado”, afirma.

 

Ainda segundo a pesquisa, 96,7% dos profissionais consideram que poder trabalhar remotamente será um diferencial na hora de escolher um emprego, algo que, para muitos, significa ter mais qualidade de vida – podendo morar em locais mais afastados, com mais opções de lazer, por exemplo -, e não precisar mais perder horas no trânsito. E o mercado deve acompanhar essa nova tendência. A expectativa é de que haja uma diminuição do espaço físico dos escritórios, que é no que acreditam 10,1% dos que estão à frente de empresas, ou até mesmo o fim desses ambientes corporativos, que é o que poderá ocorrer de acordo com 13,7% deles, como podemos ver no gráfico abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E como podemos ver, 8,9% acreditam que o home office será melhor equipado, com ferramentas e uma estrutura que correspondam a esse novo modelo de trabalho. As empresas já estão compreendendo que, daqui em diante, terão que se atentar ao que os funcionários precisam para continuar trabalhando bem, oferecendo recursos. Uma boa internet, por exemplo, será fundamental para que uma reunião online ou um evento importante possam ocorrer da melhor maneira possível, já que esses encontros virtuais serão uma realidade no pós-pandemia para 19,1% dos líderes.

 

“Surgiu a necessidade de os gestores entenderem de que forma o home office impacta na organização das empresas, repensarem estratégias e, principalmente, readequarem seu modo de lidar com seus colaboradores”, explica Schwebel. Para ele, as pessoas estão se transformando, e a forma como elas trabalham também. Por isso, as estruturas e estratégias dos negócios precisam acompanhar essa mudança, com muito diálogo, para se chegar a um equilíbrio, experimentando novidades – e os benefícios que elas podem trazer -, e levando em conta também questões pessoais que podem ajudar a promover esse equilíbrio. “A qualidade técnica da força de trabalho já ficou em segundo plano, dando vez ao lado humano e ao bem-estar de todos, porque as pessoas importam mais que qualquer outra coisa, e sem elas, nenhuma tecnologia, inovação, ou grande empresa se sustenta”, conclui.

 

 

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