A Stryker, companhia norte-americana em tecnologias médicas, confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético reivindicado pelo grupo Handala, associado ao Irã. O incidente já causa interrupções em sistemas críticos da organização, afetando servidores e dispositivos. Suspeita-se do uso de malware do tipo wiper, ferramenta projetada especificamente para apagar dados e paralisar operações, em vez de exigir resgate financeiro.
Este episódio marca a primeira vez que o Handala afirma ter atingido uma empresa em solo norte-americano, o movimento indica uma expansão geográfica das operações do grupo, que anteriormente concentrava seus ataques contra alvos em Israel e no Oriente Médio. Pesquisadores da Check Point Research, divisão de inteligência da Check Point Software, monitoram o caso e analisam a extensão dos danos na infraestrutura da companhia.
“Esse suposto ataque disruptivo representa uma escalada significativa, é a primeira vez que esse ator de ameaça apoiado pelo Irã atinge uma grande empresa dos Estados Unidos. O fato de terem escolhido uma companhia de dispositivos médicos é preocupante, pois infraestruturas de saúde são alvos de alto impacto. Uma interrupção não significa apenas perda de dados, mas também pode afetar a segurança dos pacientes”, afirma Sergey Shykevich, da Check Point Research.
Segundo Shykevich, o caso deve servir de alerta para que o setor de tecnologia médica reavalie com urgência seu cenário de riscos. “Atores ligados a Estados-nação deixaram de ser um problema distante”, reforça o executivo. A ofensiva destaca a vulnerabilidade de cadeias de suprimentos de saúde, onde a integridade dos sistemas é vital para a continuidade da assistência hospitalar e a vida dos usuários finais.