A Ecogen Brasil está na vanguarda do setor de geração de energia, com foco em investimentos e distribuição de eletricidade de fontes renováveis e visando apoiar a transição da matriz nacional. Para que esse projeto seja bem-sucedido, entretanto, a empresa precisou repensar sua lógica de Segurança Cibernética para elevar sua maturidade e, em parceria com a Worldzone, reforçar seus controles em acessos e ambientes legados.
Conforme explica Matheus Fernandes, Gerente de TI na Ecogen Brasil, a companhia demandava continuidade das plantas de geração e transmissão energética, centrada tanto na conectividade quanto controle remoto das atividades em complexos distantes entre si. Preservar a integridade tanto dos ambientes informacionais quanto operacionais exigia também um olhar que aproximasse a Cibersegurança aos objetivos do negócio.
Apesar disso, abrir espaço de diálogo com o board a esse respeito também representou um desafio. “Isso porque era necessário demonstrar que os riscos da estrutura iam muito além da simples conectividade, mas também envolviam perda de controle das estruturas e exposição de sistemas legados que poderiam comprometer toda a continuidade do valor corporativo”, disse Fernandes, ao apresentar mais detalhes desse case no Security Leaders Rio de Janeiro.
Assim, a estratégia inicial do time de SI da Ecogen foi demonstrar, em termos numéricos e orçamentários, os eventuais impactos gerados por um ambiente exposto à desatualização e vulnerabilidades expostas. Fernandes comenta que foi necessário discutir com o board possibilidades de espionagem industrial, paralização de plantas ou mesmo risco à integridade dos colaboradores de uma ou outra planta.
Com o apoio conquistado da alta gestão, foi o momento de desenvolver parcerias que condicionassem uma jornada de elevação da maturidade industrial. Por meio da aliança com a Worldzone, foi possível estabelecer novos critérios de microssegmentação para as estruturas industriais, impedindo que eventuais comprometimentos se alastrassem pelo resto da estrutura. Isso foi alcançado sem impactar a conectividade entre as plantas.
Além disso, elevar o padrão do firewall interno e desenvolver controles de acesso via SASE foi fundamental para a melhora na maturidade. “Hoje, nosso risco não está apenas na nossa borda, mas também no ponto de acesso do usuário. Por isso foi preciso que unificássemos nosso olhar sobre identidade, segmentação e proteção contra agentes maliciosos, de forma a evitar paralizações”, disse Henrique Barjas, Infrastructure Analyst da Ecogen Brasil.
Além de entregar uma estrutura de conectividade e de proteção de ambientes mais robusta, o setor de SI da Ecogen foi capaz de elevar a maturidade de Segurança da organização, garantindo continuidade das operações mesmo em cenários de incidentes, abrindo espaço para respostas mais rápidas, sem o risco de exposição a outras partes essenciais da infraestrutura. Isso viabilizou resiliência e redundância no fornecimento energético.
A jornada também foi capaz de mudar a percepção da companhia sobre a importância da Segurança Cibernética na geração de energia, tornando esse um fator igualmente central para o sucesso da empresa. “Hoje, temos visibilidade do que está acontecendo e temos respostas claras e definitivas para qualquer risco. São benefícios vistos pela área de negócios como geração efetiva de valor”, conclui Barjas.
O Security Leaders na Cidade Maravilhosa foi a segunda parada regional do roadmap de 2026, que, agora, será seguido com a edição em Belo Horizonte, no próximo dia 12 de maio, no Ouro Minas Hotel Belo Horizonte. O Congresso na capital mineira contará com Painéis de Debate, estudos de caso e um amplo espaço de networking entre os grandes líderes de Cyber do estado. Inscrições abertas para usuários de tecnologia pelo link.