Em sua participação no Security Leaders Brasília, o Coronel Silvio de Oliveira, Chefe de Defesa Cibernética da Aeronáutica, apresentou o lançamento do Centro de Defesa Cibernética da Aeronáutica, criado em julho de 2024. O projeto, que contou com a parceria da Cloudflare, tinha como objetivo responder à crescente demanda gerada pelas ameaças cibernéticas contra o Estado brasileiro e as empresas nacionais.
Segundo o Coronel, o Centro de Computação da Aeronáutica (CCA) era responsável integralmente pela área de inteligência de negócios e a parte de Segurança. Porém, como CCA era responsável também por outras funções, como Business Intelligence e controle de dados, houve uma demanda para a criação de um novo centro.
Assim, como os riscos do ciberespaço seguiam tomando maiores proporções, o foco da concepção do Centro de Defesa Cibernética envolvia, principalmente, garantir o uso mais efetivo dos recursos tecnológicos e financeiros do setor. Com isso, o Coronel explicou que, ao implementar a Cloudflare, o departamento passou a ter análise dos dados armazenados, o que anteriormente não era feito.
“A criação do Centro de Defesa Cibernética foi justamente para que as equipes se dedicassem exatamente a isso. Saindo da missão do Centro de Computação da Aeronáutica de Brasília, para uma unidade dedicada e justamente para montar e fazer todo esse planejamento futuro para o comando da aeronáutica.”
O especialista disse que utilizar o painel da Cloudflare permitiu visualizar os domínios e status da Segurança, que antes não tinha a visualização completa pelo Centro de Computação. E apesar do limite de espaço da nuvem de 20 a 30 dias, a equipe conseguia fazer a extração desses dados para a base particular da Instituição.
“Então a gente criou essa API da Cloudflare e integrou com mais outras APIs. Por meio desse alinhamentos entre nossas aplicações, pudemos estabelecer uma visualização para o comando da Aeronáutica muito importante”, disse o Coronel sobre a instalação do sistema.
O especialista também reforçou sobre o motivo do centro militar ter adquirido a instalação da tecnologia em seu sistema de Segurança. “Ele tem tanto o acesso para CDN, como também o firewall de aplicação, e também a proteção de DDoS e também faz a questão de balanceamento de carga. Esses benefícios foram alguns dos grandes motivadores da utilização dessa plataforma”.
Outro fator implementado foi a possibilidade da criação a partir da análise dos dados, ou seja, a identificação da disponibilidade e saúde dos domínios, além da manutenção dos caches. O Coronel aproveitou para explicar que o uso de diferentes APIs permite identificar possíveis ataques, seus endereços de IP e a geolocalização.
O painel de controle estabelecido pelo projeto ainda é capaz de definir de onde vem o tráfego, junto de registro de cargas, taxa de acessos, disponibilidade de sites, quantidade de dados transferidos, entre outros. “Isso tudo já está integrado no painel. A partir dele conseguimos identificar visualizar tanto a parte de acessos, quanto a de ataques”, concluiu Oliveira.
O Case de Sucesso “Centro de Defesa Cibernética da Aeronáutica (CDCAER) e a Proteção de Suas Aplicações Críticas” foi apresentado durante o Security Leaders Brasília de 2025. A próxima parada da caravana de painéis de debates e estudos de caso do SL será Porto Alegre, no dia 9 de abril. As inscrições estão abertas e disponíveis pelo link.