Custos de inatividade das grandes empresas atingem US$ 600 bilhões anuais 

Estudo realizado pela Splunk em parceria com a Oxford Economics, mostra que a indisponibilidade não planejada custa cerca de US$ 15 mil por minuto às corporações e provoca queda imediata no valor das ações. Representa um salto de 50% em dois anos

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A Cisco anunciou a pesquisa global The Hidden Costs of Downtime, realizada pela Splunk. O levantamento revela que o custo da indisponibilidade não planejada para as maiores empresas do mundo (Forbes Global 2000) alcançou US$ 600 bilhões por ano, um aumento de 50% em dois anos. Em média, cada grande corporação perde US$ 300 milhões anuais devido a interrupções operacionais, enquanto na América Latina as perdas chegam a US$ 55 milhões. 

  

O impacto financeiro de uma interrupção é imediato e potencialmente duradouro, tornando-se uma crise sistêmica que ameaça receitas e o retorno aos acionistas. A perda média de receita por empresa atingiu US$ 95 milhões ao ano, quase o dobro do registrado em 2024. O custo médio da inatividade atinge US$ 15 mil por minuto, e as empresas registram uma queda média de 3,4% no valor de suas ações logo após um ataque virtual. 

  

“Interrupção pontual é inevitável; interrupções prolongadas, não”, afirma Kamal Hathi, vice-presidente sênior e gerente-geral da Splunk, uma empresa da Cisco. “As organizações mais resilientes não são aquelas que possuem mais ferramentas ou o maior preparo para IA. São aquelas que alinham tecnologia aos resultados de negócio, capacitam as pessoas com contexto e projetam sistemas que se adaptam sob pressão, sem colapsar.” 

  

A inatividade gera uma reação em cadeia: 81% dos líderes apontam a perda de clientes como consequência e 47% admitem que os próprios usuários são os primeiros a identificar as falhas. Os pagamentos de ransomware triplicaram desde 2024, atingindo média de US$ 40 milhões, enquanto as multas regulatórias geram prejuízos de US$ 51 milhões por empresa. Além disso, 89% dos líderes precisam mobilizar grandes equipes para resolver esses incidentes. 

  

O estudo aponta ainda que 36% dos líderes de Segurança reconhecem que falhas de sistema são erroneamente atribuídas apenas à infraestrutura de TI, criando brechas estratégicas para atacantes. A resolução também é prejudicada pela falta de visibilidade, já que somente 38% dos líderes conseguem identificar de forma consistente a causa raiz de uma falha. Para piorar, 56% afirmam que fornecedores terceirizados e aplicações SaaS causam interrupções frequentes. 

  

Para reverter esse cenário, as organizações investem em média US$ 24,5 milhões anuais em inteligência artificial voltada à prevenção e resposta a incidentes. As empresas especialistas em IA demonstram maior resiliência: 74% delas evitaram vazamentos públicos no último ano e elas têm probabilidade três vezes maior de reter clientes durante crises. Contudo, o comportamento imprevisível desses agentes autônomos preocupa 68% dos gestores. 

  

A busca por uma resiliência plena faz com que 98% das empresas com menores prejuízos financeiros considerem a visibilidade de ponta a ponta essencial. A observabilidade completa tornou-se prioridade para 75% dos líderes, superando a atualização de hardware convencional. Por fim, 66% focam em automação para neutralizar falhas humanas, com 85% dos gestores priorizando a automação de segurança baseada em IA. 

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