Cinco desafios do setor financeiro no combate às fraudes eletrônicas

Conscientização digital, escassez de profissionais e compartilhamento de casos confirmados de fraude entre as instituições financeiras figuram entre principais desafios e tendências do setor financeiro

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Com o objetivo de discutir os principais desafios impostos pelas fraudes ao mercado financeiro e de pagamentos, além das tendências do setor para os próximos meses, a Quod, reuniu profissionais de diversas organizações financeiras no último dia 14 de junho, em São Paulo. “Dados, tecnologia de ponta e inteligência analítica são os pilares da Quod para desenvolvimento de soluções que ajudem as instituições financeiras a viabilizar negócios com segurança”, disse Raphael Salmi, head de Novos Negócios da Quod.

 

Segundo o executivo, para enfrentar o cenário desafiador, é preciso expandir um mecanismo de defesa. “O compartilhamento de casos confirmados de fraudes entre as instituições financeiras se torna uma ferramenta vital para dar maior proteção aos seus negócios e também aos consumidores”, alertou.

 

De acordo com os especialistas presentes no evento, entre os principais desafios e tendências do mercado estão os seguintes cinco pontos:

 

• Compartilhamento de casos confirmados de fraudes entre instituições financeiras é a chave para fortalecer a segurança: todos os palestrantes admitiram que a base de dados compartilhada é crucial para aprimorar a segurança sem degradar a experiência do usuário. “Por meio da análise dos dados disponibilizados, é possível fornecer um escore de confiança e outros sinais de segurança que mostram às empresas o risco de efetuar uma operação”, explicou Salmi. “Quanto mais instituições aderirem, maior será a cobertura desta base e precisão dos escores fornecidos”, pontuou.

 

• Escassez de profissionais qualificados: problema antigo do mercado de segurança cibernética, a escassez de profissionais com boa formação se acentuou com a pandemia, que, diante da adoção massiva do trabalho remoto, abriu o leque de opções de vagas para outros estados e países. Segundo Cassius Schymura, CEO  da Quod, esse é um dos principais desafios do setor. “É preciso investir na formação e retenção dos  profissionais”, afirmou Schymura.

 

• Velocidade de resposta e repressão: para Erik Siqueira, chefe do Núcleo de Repressão a Fraudes Bancárias da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, a transação decorrente de golpe ou fraude realiza-se em velocidade infinitamente maior à da investigação dos golpes, muitas vezes por dificuldades burocráticas ou não compartilhamento entre as regiões do país.

 

• Conscientização dos consumidores: investimentos em tecnologia, profissionais qualificados e soluções avançadas de biometria são necessários, mas de nada adiantam se o consumidor não se conscientizar. Para se ter uma ideia de quanto a atitude do consumidor contribui para a fraude, basta lembrar que 80% delas são determinadas por engenharia social, ou seja, o criminoso descobre informações sobre a vítima e ela mesma facilita o trabalho do fraudador.

 

• Elementos fundamentais: focar cada vez mais em dados, analytics e tecnologia. Dados são essenciais porque há uma carência enorme de indicadores de medida, e é preciso medir bem, analisar e investir na solução.

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