A cada 10 segundos nasce uma nova ameaça para Android

Até o final do ano poderão ser mais de 3,5 milhões novos programas maliciosos atacando os dispositivos móveis

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A G Data, fornecedora de soluções antivírus, distribuídas no Brasil pela FirstSecurity, apurou que uma nova ameaça para a plataforma Android é criada a cada 10 segundos. Somente no terceiro trimestre deste ano o laboratório de segurança contabilizou mais de 810 mil novas amostras de malwares, 17% a mais que no trimestre anterior. De janeiro até agora foram criadas pelos criminosos cibernéticos mais de 2,25 milhões de códigos maliciosos, o que sinaliza 2018 fechando com mais de 3,5 milhões de novos exemplares.

 

As últimas vulnerabilidades que afetam as redes Wi-Fi (ataque cibernético KRACK), bluetooth (Blueborne) ou diretamente para o Android, como o Gooligan, mantêm o sistema operacional móvel na preferência do cyber crime. O Google tem reagido rapidamente para corrigir as vulnerabilidades e liberar atualizações de segurança, mas, por outro lado, elas geralmente só chegam rapidamente aos seus próprios dispositivos (Nexus), segundo apurou os especialistas da G Data. Fica faltando a mesma velocidade dos demais fabricantes no trato com seus dispositivos.

 

De acordo com as estatísticas do Google, apenas 18% dos usuários possuem Android 7.0, uma versão do sistema que existe há mais de um ano no mercado. No entanto, as violações de segurança ocorrem regularmente ao longo do tempo, uma circunstância que deve obrigar os fabricantes de telefones celulares a reconsiderar a situação em que seus clientes são colocados porque muitas vezes essas atualizações precisam se adaptar às mudanças do sistema operacional que cada fabricante instalou em seus respectivos terminais. Não está claro, também, se uma atualização para um dispositivo específico ficará disponível no tempo necessário ou se levará semanas ou mesmo meses para ser publicada.

 

Como a vidas das pessoas está cada vez mais digital, estando os dispositivos móveis cada vez mais participando dela, a navegação em sites e redes sociais está cada vez mais perigosa. Portanto, é necessário tomar medidas de proteção e os fabricantes devem cumprir as obrigações de segurança para garantir que seus clientes possam manter seus aparelhos e computadores livres das ameaças.

 

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