Alphabet apresenta Chronicle, nova empresa de segurança cibernética

O negócio viveu seus primeiros anos debaixo das asas da X, a divisão do Google que trabalha em projetos misteriosos, e agora já tem duas soluções no mercado sendo testadas por empresas do ranking da Fortune 500

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A Alphabet acaba de anunciar a Chronicle, uma empresa de segurança cibernética. Sua missão? Facilitar a vida de outros negócios que cortam um dobrado para detectar e se precaver de ataques hackers.

 

Inaugurado em fevereiro de 2016, o negócio viveu seus primeiros anos debaixo das asas da X, a divisão do Google que trabalha em projetos misteriosos e pra frenteX. Agora, ele ganha independência tendo como chefão Stephen Gillett, que saiu da Google Ventures para assumir esse novo desafio.

 

Casa de ferreiro, espeto de ferro

 

Apesar de não ser a mais sexy das áreas, cibersegurança é um tema que se tornou fundamental para as empresas. Afinal, casos como o vazamento de dados do Ubere da Equifax (só para citar crises de 2017) provam que segurança em plena era digital, meu amigo, não é nem prioridade #1, é #0 mesmo. E uma nova solução que ajude a empresas, independente do porte, a melhorar suas defesas digitais é mais do que bem-vinda.

 

Fora isso, tem o fato de que faz muito sentido para uma holding do tamanho da Alphabet ter uma companhia 100% dedicada a serviços de segurança da internet. Isso porque ela própria está sujeita a sofrer tentativas de invasões em seus serviços. Então nada melhor do que poder contar com uma parada desenvolvida in loco.

 

Portfólio

 

A Chronicle terá duas soluções. A primeira é um sistema de inteligência artificial que varre toda a base de dados da empresa e mostra potenciais brechas de segurança. A ferramenta pode ser uma mão na roda para vários departamentos de TI, que quase sempre só conseguem agir de forma reativa em casos de invasão — ou seja: apagando incêndio, estilo roots total. A segunda é o VirusTotal, um antivírus gratuito que ajuda a “alimentar” a IA da Chronicle, apresentando possíveis novos malwares, o que ajudaria o sistema a estar sempre atualizado contra ameaças.

 

Uma versão beta já está sendo testada por empresas do ranking da Fortune 500. Assim, a nova empresa terá: 1) uma base de dados mais do que suficiente para explorar todos os recursos que o software pode oferecer; 2) um histórico de desempenho que prove (ou não) que seu sistema se destaca de soluções parecidas que já estão consolidadas no mercado, como as oferecidas por Microsoft e IBM.

Mesmo sendo jovem, a Chronicle chega ao mercado com uma boa vantagem competitiva. A companhia terá à sua disposição toda a tecnologia de busca e processamento de dados desenvolvida pelas outras empresas da Alphabet. Além disso, terá a possibilidade de realizar “intercâmbios” entre seus funcionários para melhorar alguma funcionalidade, como já aconteceu entre a galera que trabalha no Google Maps e no Waze.

 

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