7 de fevereiro, Dia Internacional da Internet Segura

Especialista em Segurança da Informação fala sobre a atual guerra cibernética e aponta cuidados para se manter protegido enquanto estiver conectado

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Amanhã, terça-feira, será comemorado o Dia Internacional da Internet Segura, iniciativa da Rede INSAFE, que junta organizações que desenvolvem a utilização consciente da Internet. Todos os anos a data aborda uma temática diferente. Em 2017, o tema é “Seja a mudança: una-se para uma internet melhor”.

 

Mas como pensar em uma internet segura, quando se suspeita que ataques virtuais podem ter influenciado o resultado das últimas eleições presidenciais nos EUA? Ou quando a distribuição de malwares, que sequestram os dados de usuários e pedem resgate, já virou modelo de negócios e podem ser adquiridos no mercado negro? Ou, ainda, quando ataques de negação de serviço (DDoS -Distributed Denial of Service) conseguem parar o funcionamento de geladeiras, câmeras de vídeo e até mesmo de equipamentos nos hospitais? Infelizmente, exemplos recentes de todos estes casos não faltam.

 

Para Wander Menezes, líder Técnico do Arcon Labs, equipe de inteligência que analisa tendências de ameaças, promove estudos e recomendações e gera a threat intelligence utilizada nos serviços prestados pela Arcon. É possível afirmar que já vivemos uma guerra cibernética. “E tudo isso ainda é apenas a ponta de um iceberg. Imagine quando tivermos um malware que controla uma aeronave, um sistema elétrico de uma cidade ou um sistema bancário. Daqui a dez anos, por exemplo, teremos computadores que tomarão decisões pelo usuário; máquinas vão conversar com outras máquinas. É alarmante o que poderá vir por aí se as pessoas, empresas e governos não se conscientizarem”.

 

No caso das empresas, o especialista alerta que, para minimizar os riscos, é vital investir em pessoas que entendam de cibersegurança. “Aqui no Brasil essa preocupação ainda é baixa. É necessário criar políticas mais claras, com objetivo de proteger a corporação e também as pessoas que trabalham com inteligência, decisão e pesquisa, pois esses profissionais são alvos ainda mais visados pelos criminosos”.

 

As empresas devem criar planos de continuidade de negócios para que suas atividades não sejam paralisadas por ataques virtuais. “Mas não basta só investir em tecnologia. É fundamental aplicar recursos no conhecimento. Sem talentos, não se combate essas ameaças”.

 

A Arcon, considerada uma das principais empresas do segmento de segurança da informação, tem assumido, ao longo da sua história, o papel de conscientizar e educar a sociedade sobre o tema. Este trabalho é realizado, continuamente, por meio de artigos explicativos no próprio blog da empresa, materiais para download gratuitos e disponibilização de fontes para a Imprensa.

 

Como se proteger?

 

Qualquer usuário de tecnologia – seja alguém em sua própria casa, um profissional de uma grande corporação ou ainda a serviço do Estado – precisa estar atento a alguns cuidados básicos. O especialista da Arcon elenca algumas recomendações para todos possam ser um agente da mudança, como convocado pela campanha:

 

  • Atenção com anexos nos e-mails: este é o principal vetor de entrada dos cibercriminosos. Os objetivos são variados e começam a partir da instalação de um software malicioso, sem que a pessoa perceba.

 

  • Use senhas fortes: senhas com alternância de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais, com pelo menos oito dígitos dificultam o acesso de criminosos por levarem mais tempo para serem quebradas. Nunca use senhas fáceis de serem deduzidas (como aniversários, nome do próprio site) e senhas padrão como “password” ou ainda a mesma senha em diversos sites (se sua senha for descoberta todos os sites em que você a utiliza estarão comprometidos).

 

  • Limpe o cache do navegador: a cada duas semanas limpe o histórico e o cache do seu navegador para garantir que nenhum pedaço de software malicioso fique ligado ao programa.

 

  • Faça backup periodicamente: as informações devem ser guardadas em dispositivos externos. Faça ainda backup do backup em um terceiro dispositivo.

 

  • Zele pelo e-mail do trabalho: evite cair em listas de spam utilizando um endereço de e-mail pessoal para fazer cadastros em sites nos quais você tem interesse particular.

 

  • Cuidado ao abrir conteúdos pessoais: tenha sempre atenção redobrada ao lidar com e-mails pessoais no trabalho (evite sempre que possível), em especial se você recebe muitos conteúdos promocionais de fontes variadas e com potencial para ataques de phishing. Um único computador infectado pode prejudicar todos os dispositivos de uma rede corporativa (ataque lateral).

 

  • Não burle as regras: se a empresa possui diversos níveis de acesso à rede e filtros a sites externos, não é à toa. Tais medidas foram aplicadas para garantir a segurança da informação. Não tente burlá-las.

 

  • Conheça as políticas de segurança: leia o manual de práticas de segurança da sua empresa e coloque tais medidas em prática na execução de suas tarefas.

 

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