Vulnerabilidades do Chrome exploradas por cibercriminosos

Especialista recomenda atualizar o sistema para a versão mais recente do Windows, Mac e Linux para evitar que vulnerabilidades sejam exploradas ativamente por invasores

Compartilhar:

Com a versão 95.0.4638.69 que o Google lançou no fim de outubro para o Chrome, um total de 8 falhas de segurança foram corrigidas, incluindo sete vulnerabilidades classificadas como de alta gravidade, incluindo duas do dia zero: CVE-2021-38000 e CVE-2021-38003. Conforme confirmado pelo Chrome, eles estão cientes da existência de explorações usadas por cibercriminosos para tirar proveito dessas vulnerabilidades. Nesse sentido, a ESET recomenda manter os sistemas atualizados com a versão mais recente para mantê-los protegidos.

 

Zero-day, refere-se a uma vulnerabilidade que foi descoberta recentemente em um sistema ou protocolo; é identificada pela primeira vez; e para a qual ainda não há patch de segurança para corrigir o problema. Esses tipos de falhas podem ser explorados por invasores para espalhar outras ameaças cibernéticas, como cavalos de Tróia, rootkits, vírus e worms.

 

Embora a nova versão do navegador já tenha sido lançada mundialmente, pode demorar um pouco para estar disponível para todos os usuários. Para atualizar o Chrome, os usuários devem ir ao menu clicando nos três pontos no canto superior direito do navegador, selecionar Ajuda e, em terceiro lugar, escolher a opção Sobre o Google Chrome. Feito isso, o navegador procurará por atualizações disponíveis e as instalará.

 

No caso do zero-day, o Google não deu muitos detalhes sobre as vulnerabilidades. O que se sabe é que o CVE-2021-38000 é um bug de alta gravidade relacionado à validação insuficiente para entradas não confiáveis ​​por meio de Intents, enquanto o CVE-2021-38003 consiste em um bug de implementação inadequada no V8, o motor do navegador Chrome em JavaScript.

 

“Embora as informações sejam escassas, o aviso do Google confirmando que eles estão sendo ativamente explorados por invasores é suficiente para tentar atualizar o navegador o mais rápido possível”, comentou Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

 

Até o momento, neste ano, foram descobertos 15 zero-days no Google Chrome apenas em 2021 e, acima de tudo, foram ativamente explorados. No início deste mês a empresa revelou o reparo dos dois últimos, que haviam sido o 12º e o 13º.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Espionagem digital iraniana mira governos e empresas Latinas, alerta relatório

Estudo da WatchGuard mostra que grupo MuddyWater foca no roubo de propriedade intelectual e dados de navegadores mesmo durante tréguas...
Security Report | Overview

Golpe que engana funcionários sem vírus se multiplica 37 vezes em dois anos

O golpe destaca-se por sua natureza de 'rastro zero'. Os criminosos utilizam uma estratégia focada em convencer o usuário a...
Security Report | Overview

Gartner: US$ 234 bilhões gastos com aplicações corporativas correm risco com IA Agêntica

Arbitragem agêntica rompe o modelo tradicional de licenciamento SaaS baseado em usuários
Security Report | Overview

Threat Intel detecta nova técnica de ransomware executado pelo navegador

Especialistas mostram que modelo de IA conectou recursos legítimos do navegador para construir uma cadeia prática de ataque sem exploração...