Vulnerabilidade descoberta há uma década ainda atinge máquinas brasileiras

Relatório também alerta para ransomware envolvido em mais da metade dos incidentes

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A ISH Tecnologia divulga um relatório mensal onde aponta as principais vulnerabilidades e ameaças digitais encontradas pela sua equipe de pesquisa e avaliação de riscos no mês de agosto. No último mês, a ISH alerta para uma vulnerabilidade com mais de dez anos de descobrimento que ainda faz vítimas no Brasil, e um ransomware envolvido em mais da metade dos incidentes desse tipo. A companhia também traz uma lista com os dez países de onde mais vieram ataques, com base no rastreamento de sua origem.

 

Confira a lista das vulnerabilidades encontradas pela ISH:

 

Trojan-Ransom.WIN32.Phny.a

 

Este é o nome técnico dado a um ransomware que, segundo informa a ISH, tem se tornado um grande problema. Pelo segundo mês seguido, é responsável por conta própria por mais da metade dos ataques desse tipo no último mês no Brasil.

 

Ele é pertencente à família de ransomwares WannaCry (“quer chorar”, em tradução livre), ativa desde 2017 e responsável por ataques a mais de 200 mil sistemas. A perícia da ISH mostra que, além do Brasil (mais especificamente as regiões Sudeste e Sul), outras regiões do mundo visadas são a Europa, os Estados Unidos e o Leste Asiático.

 

CVE-2011-3402

 

Este é um caso curioso que ilustra bem um recorrente problema do Brasil na cibersegurança. Proporcionalmente, é a vulnerabilidade mais explorada no Brasil por atacantes, porém foi descoberta há mais de dez anos, em abril de 2011. Ela atinge sistemas da Microsoft que nem possuem mais suporte, como Windows XP, Windows Server 2003 e Windows Vista.

 

Ela permite, por meio de download de um arquivo maliocoso do Word, que o invasor execute um código arbitrário e tenha acesso à máquina da vítima. A ISH explica que o caso reforça a necessidade de sempre atualizar hardwares e softwares, evitando assim problemas com vulnerabilidades que podem ter sido corrigidas há tempos.

 

Países de origem de IPs malignos

 

A ISH também traz um levantamento com os dez países de onde mais se originaram ataques no último mês, por meio da análise dos IPs (uma espécie de rastreamento das máquinas). Sem muitas surpresas, os Estados Unidos lideram a lista, mas algumas presenças surpreendem:

 

1° – Estados Unidos – 34,24%

2° – Holanda – 32,86%

3° – Alemanha – 8,1%

4° – Luxemburgo – 4,85%

5° – França – 3,98%

6° – Chile – 3,7%

7° – Suécia – 3,67%

8° – Áustria – 3,16%

9° – Romênia – 2,84%

10° – Dinamarca – 2,61%

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Rui Borges

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