A rápida evolução dos deepfakes está elevando o risco de fraude digital em escala global. A LexisNexis Risk Solutions alerta que a nova onda de documentos, imagens e vídeos de prova de vida gerados por inteligência artificial desafia os processos tradicionais de verificação e onboarding, aumentando a exposição das empresas a crimes financeiros e cibernéticos.
Com a Juniper Research projetando que o número de verificações de identidade digital alcançará 100,4 bilhões este ano, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, a especialista observou um salto de 180% nos ataques em relação ao período anterior. Com uma em cada 100 verificações falhas contendo deepfakes, as organizações devem se preparar para volumes crescentes de investidas diárias.
“Os deepfakes tornam a verificação de identidade digital muito mais complexa. Proteger-se contra essa onda de ataques exige uma linha de defesa sólida que incorpore captura ponta a ponta, análise de fraude e verificações de prova de vida”, afirma Kimberly Sutherland, head global de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions. “Mesmo a menor brecha em suas defesas é como uma janela aberta pela qual um fraudador pode entrar.”
Agentes mal-intencionados utilizam deepfakes para burlar checagens, criar contas falsas ou assumir o controle de acessos existentes. Essas ações visam realizar pagamentos, saques, compras não autorizadas, lavagem de dinheiro e manipulação de incentivos promocionais. Dados da datatech mostram que uma em cada 11 novas contas criadas em 2025 foi fruto de fraude, sendo que quase um quinto dos casos envolveu invasão de contas.
À medida que os recursos sintéticos se tornam mais realistas, as verificações precisam identificar falhas sutis nos elementos de Segurança dos documentos, examinando atentamente expressões faciais e tons de pele. As análises apontam que os criminosos priorizam documentos de alto valor e aceitação internacional, como passaportes, carteiras de motorista e identidades nacionais, liderados por emissões dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França.
Sutherland observa que: “Deepfakes altamente realistas exigem uma análise forense de centenas de elementos de segurança: estrutura do documento, integridade da imagem, hologramas, gravações e microtextos. Normalmente, os deepfakes falham em várias pequenas imperfeições, ao contrário das falsificações físicas que geralmente falham em um único problema importante, mas essas falhas não são fáceis de identificar a olho nu durante verificações manuais.”
“O mesmo vale para imagens e vídeos deepfake. As verificações precisam analisar micromovimentos faciais, avaliar padrões de iluminação e identificar sinais sutis de manipulação digital, incluindo técnicas avançadas de injeção de imagem”, conclui a especialista.