Tribunal Penal Internacional sofre incidente de Cibersegurança

Em nota, órgão julgador de crimes de guerra informou ter adotado todas as medidas imediatas de resposta e se compromete com a evolução de suas estruturas de Cyber Security. No entanto, a corte evitou dar maiores detalhes sobre o ocorrido e não pretende se pronunciar a respeito no presente momento

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O Tribunal Penal Internacional (TPI) divulgou na madrugada de hoje (20), que os seus sistemas de dados foram alvos de um incidente cibernético no fim da semana anterior. Em comunicado publicado nas redes sociais, o órgão informou ter adotado as medidas necessárias de resposta visando mitigar os impactos causados pelo evento.

A nota, todavia, não deu detalhes sobre a natureza do ciberataque, o foco e extensão das informações afetadas, ou mesmo se dados pessoais críticos foram vazados. Apenas reafirma que ações de segurança adicionais continuam em andamento, com apoio das autoridades competentes dos Países Baixos.

A autoridade, sediada na cidade de Haia, ainda agradeceu o apoio do país-sede pela excelente cooperação, a imediata resposta ao incidente e o suporte oferecido. Ela solicita ainda o apoio dos Estados-membros e stakeholders na resposta resiliente às circunstâncias desafiadoras. De acordo com o TPI, o foco principal das medidas de segurança adotadas é garantir a permanência dos trabalhos judiciais.

“No futuro, a corte vai ampliar os trabalhos já existentes e atualmente em ação para fortalecer seus frameworks de Cibersegurança, incluindo acelerar o uso de tecnologias de nuvem. O TPI não deve oferecer novas informações relacionadas a esse incidente no presente momento”, encerra o comunicado.

A agência Reuters entrou em contato com o porta-voz do Ministério de Justiça holandês, que confirmou o apoio do Centro Nacional de Cibersegurança nas investigações. Ele, no entanto, não entrou em mais detalhes a respeito do incidente.

Ainda segundo a publicação, o Tribunal Penal Internacional já estava na mira de possíveis incidentes cibernéticos. Em 2022, a Agência de Inteligência Holandesa (AIVD) alertou em reporte anual que a corte entrou no raio de ação da Rússia devido às investigações sobre crimes de guerra cometidos na Ucrânia e na Geórgia. Nesse mesmo ano, a AIVD expôs um agente militar russo tentando infiltrar-se no estafe do órgão como estagiário.

Além disso, em agosto desse ano, o Procurador-Geral do TPI, Karim Kahn, afirmou ser necessário incluir modalidades de ciberataques entre os tipos de crimes de guerra investigados pela autoridade. A fala respondia aos incidentes relatados contra infraestruturas críticas da Ucrânia, movidas por grupos hackers pró-Rússia. O próprio procurador alertou sobre a necessidade de reforçar as defesas digitais internas diante desse cenário.

A Security Report publica na íntegra o posicionamento do Tribunal Penal Internacional:

“No final da última semana, os serviços do Tribunal Penal Internacional detectaram atividades anômalas afetando seus sistemas de informações. Medidas imediatas foram adotadas em resposta a esse incidente de Cibersegurança e para mitigar seus impactos.

Medidas de Segurança e Resposta adicionais estão em andamento com a assistência das autoridades do País-Sede.

Conforme a Corte segue analisando e mitigando os impactos dessa ocorrência, a prioridade tem sido assegurar que os trabalhos centrais do órgão continuem.

O TPI agradece ao País Sede pela excelente cooperação, a resposta imediata e o suporte oferecido em relação a esse incidente.

No futuro, o Tribunal seguirá ampliando os trabalhos já existentes e em ação para fortalecer seus frameworks de Cibersegurança, incluindo acelerar o uso de tecnologias de nuvem.

Neste contexto, o apoio dos Estados-membros e stakeholders continua crítico para aprimorar a resiliência institucional sob circunstâncias tão desafiadoras.

A Corte não deve oferecer novas informações relacionadas a esse incidente no presente momento.”



*Com informações da Agência Reuters


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