Indivíduo é condenado a 9 anos de prisão por DDoS contra o TJ-RS

Incidente se deu em março deste ano, quando o acesso externo ao eProc, sistema que permite o acompanhamento de processos judiciais, ficou temporariamente instável. O indivíduo foi localizado pelas polícias gaúcha e paraibana no município de Guarabira, e vinha aguardando julgamento desde então

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Um indivíduo foi condenado essa semana a 9 anos e 26 dias de prisão pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) pelos crimes de invasão qualificada de dispositivo informático e interrupção de serviço de informação de utilidade pública. Os crimes estão relacionados ao ataque de Negação de Serviço Distribuído (DDoS) que a própria Corte sofreu no último mês de março. 

 

Segundo o portal G1, o criminoso está em regime fechado, por comandar um ataque cibernético que paralisou os serviços do TJRS . A decisão é da 12ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre. O indivíduo, de 23 anos, seguirá preso e não poderá recorrer em liberdade. 

 

Em março deste ano o portal online do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) foi vítima de um incidente cibernético. A Direção de Tecnologia da Informação e Comunicação (DITIC) da corte confirmou que o acesso externo ao eProc, sistema que permite o acompanhamento de processos judiciais, ficou temporariamente instável.  

  

Durante a investigação do caso, as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e da Paraíba deflagraram em junho, em parceria, a operação Negazione, com vistas a apurar o ataque cibernético de Negação Distribuída de Serviço (DDoS) contra o Tribunal de Justiça do estado gaúcho. Por intermédio da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/Dercc), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra um indivíduo na cidade paraibana de Guarabira.

 

Em nota publicada no site oficial, as autoridades policiais informam que o detido é suspeito de ter organizado a interdição das plataformas de rede da corte, por meio do congestionamento de acessos a esses ambientes. O cibercriminoso ainda teria transmitido a ação ao vivo por meio de um canal na Deep Web, oferecendo ainda pagamentos via Pix para participação em ações coordenadas contra servidores públicos e outros ambientes governamentais. 

 

*Com informações do Portal G1

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