Tendência Mesh Architecture é uma realidade distante para a maioria das empresas

Durante o Security Leaders Rio de Janeiro, líderes de Segurança debatem os novos caminhos da consolidação da SI a fim de reduzir a complexidade dos ambientes e trazer mais inteligência de ameaças. Na visão dos CISOs, conceito preconizado pelo Gartner fará mais sentido quando outros ecossistemas estiverem consolidados

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De acordo com o Gartner, 78% dos líderes de SI têm 16 ou mais ferramentas em seu portfólio de fornecedores de segurança; 12% têm 46 ou mais, o que traz complexidade aos ambientes, dificultando o gerenciamento. Na visão do instituto, a tendência Cybersecurity Mesh Architecture (CSMA) pode ser uma aliada do CISO, pois traz uma proposta de redução dessa complexidade, entregando mais recursos de interoperabilidade e inteligência de ameaças.

 

O conceito vem sendo discutido entre os líderes de Segurança justamente por propor uma consolidação de plataforma de SI a fim de eliminar silos e entregar um ambiente mais produtivo e automatizado. “A complexidade dos ambientes foi construída pelas necessidades que foram surgindo ao longo dos anos. Certamente a tendência Mesh vai ajudar os gestores de Segurança, mas ela ainda é uma realidade distante para muitas empresas, é preciso apostar na consolidação de outros ecossistemas com o básico da Segurança. Assim teremos melhor orquestração e automação”, destaca Bruno Macena, Diretor de Segurança da Informação na Prudential Financial, durante o Security Leaders Rio de Janeiro, que acontece hoje (22) no formato híbrido.

 

De fato, ao longo dos anos, a área de Segurança montou uma arquitetura de acordo com a necessidade, consumindo soluções pontuais para a resolução de problemas. Hoje, frente a uma série de desafios como acessos remotos, migração pra a nuvem, alta dos ataques cibernéticos e escassez de mão de obra qualificada, a consolidação da plataforma soa como uma boa alternativa.

 

“Essa tendência é a orquestração que estamos buscando. Por outro lado, não podemos renunciar ao que já temos dentro de casa em termos de tecnologia, é preciso que os players permitam mais integração entre as soluções e garantam para nós um gerenciamento centralizado”, acrescenta Julio Cesar Urdangarin, Diretor Administrativo da Cedae – Companhia Estadual De Águas E Esgotos.

 

De acordo com o Gartner, as empresas em todo mundo já estão apostando na arquitetura Mesh e nos próximos três anos essa tendência estará mais consolidada. Por outro lado, os executivos presentes no Security Leaders acreditam na extensão deste prazo, pois resolver a complexidade da Segurança no atual cenário não é uma tarefa fácil.

 

“Este prazo é curto, mas não podemos abrir mão do início deste projeto. Tudo está acontecendo ao mesmo tempo, mas é preciso superar os desafios atuais e trabalhar em modelos de inovação para garantir inteligência de ameaças e de riscos, envolvendo toda organização em uma nova política de Segurança”, completa Marcelo Assumpcao, Sênior Cyber Security Manager da Elera Renováveis.

 

“Acredito que veremos um mix de players de tecnologia para nos ajudar nessa consolidação de plataforma. De um lado, existe um grupo de excelentes fornecedores com soluções maduras e robustas, porém, mais caras. De outro, uma nova geração de players, com conhecimento verticalizado que tende a facilitar todo o processo de construção dessa nova fase da Segurança”, finaliza Bruno Macena.

 

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