Sudeste concentra quatro em cada dez tentativas de ataques

Golpes por meio de link malicioso se dão, principalmente, através de páginas falsas recebidas em redes sociais e download de aplicativos de fontes não confiáveis

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O Sudeste foi o principal alvo dos cibercriminosos para a disseminação de links maliciosos no primeiro trimestre de 2018. Os estados da região concentraram juntos quatro em cada dez detecções identificadas, totalizando 25 milhões. Ao todo, os três primeiros meses do ano foram marcados por 56,9 milhões de bloqueios a ciberataques via links maliciosos em todo o País. Os dados são do relatório de Segurança Digital no Brasil, produzido pelo dfndr lab, da PSafe.

 

“A região Sudeste tem a maior população do País, logo, não chega a ser uma surpresa que, em números absolutos, ela lidere a quantidade de ciberataques bloqueados. Porém, os números elevados nas demais regiões indicam claramente a necessidade de aprimorar a educação da população como um todo sobre a importância de ter um comportamento preventivo na internet.” comenta Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab.

 

Segundo dados do estudo, em quatro  regiões do País pelo menos um em cada cinco habitantes foi impactado por links maliciosos. Apenas a região Sul registrou números menores, com 15% da sua população atingida.

 

“Imaginar que, em média, pelo menos uma pessoa em um grupo de cinco foi vítima de ciberataque mostra como o cenário é preocupante. E os números nas regiões Nordeste e Sudeste são ainda piores, com uma em cada três e uma em cada quatro pessoas atingidas, respectivamente”, diz Simoni

 

No TOP 5 de estados mais visados pelos cibercriminosos, São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram, com mais de 13 milhões e 6 milhões de tentativas de ataques respectivamente. Na sequência, aparecem Minas Gerais (5.6MM), Bahia (3.9MM) e Ceará (2.5MM).

 

Os ataques por meio de link malicioso se dão, principalmente, por meio de páginas falsas recebidas em redes sociais e download de aplicativos de fontes não confiáveis. Ao acessar o link, aparentemente legítimo, o usuário pode ser orientado a conceder informações pessoais, instalar aplicativos, acessar páginas com conteúdo falso, além de ser induzido a disseminar o golpe com sua rede de contatos.

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