Sua equipe está preparada para se proteger contra a perda de informações?

Para Cristiane Perin, gerente de projetos da NetSecurity, evangelizar os colaboradores sobre a importância da proteção de dados é fundamental.

Compartilhar:

A perda de dados é um dos maiores pesadelos de qualquer empresa. Em razão disso, muitos investimentos tecnológicos são realizados para minimizar essa possibilidade. No centro do problema, encontra-se a ação humana, que no modo geral, representa o elo mais fraco nas tentativas de combate na perda de informações.

 

Com a grande repercussão de casos de ciberataques, onde as empresas estão sendo invadidas por cibercriminosos que utilizam técnicas cada vez mais aprimoradas do que é conhecido como engenharia social, criar um plano de conscientização pode ser o começo do uso mais atento por parte dos usuários em uma empresa, trazendo um nível adequado de conhecimento sobre segurança, criando defesas contra ataques através desse tipo de abordagem.

 

Segundo pesquisa da Clearswift, empresa de Segurança da Informação sediada no Reino Unido, realizada em agosto deste ano (2019), somente no setor financeiro, 70% das empresas sofreram ataques de cibersegurança no último ano e desses incidentes, mais de 40% foi iniciado como resultado da desatenção de um dos colaboradores, que pode, por exemplo, ser alvo de phishing. Outras recorrências comuns envolvem o ataque de malware e vírus que partiu de um dispositivo externo ou o compartilhamento de arquivos de fontes duvidosas.

 

Embora possa causar inúmeros danos a uma organização, o phishing, estratégia utilizada pelos hackers, funciona de maneira muito simples: Elaborada a partir de técnicas de engenharia social, pode partir de um simples convite falso de amizade em uma rede social que normalmente contém todas as informações que um cibercriminoso precisa para iniciar o ataque.

 

Quando os usuários são ensinados a detectar sinais de phishing, proteger suas senhas pessoais, não compartilhar informações de propriedade da empresa, entre outras boas práticas, eles passam a atuar junto a equipe de TI para minimizar as ameaças.

 

Ter um bom plano de conscientização de segurança é importante para mitigar possíveis ataques e garantir que os usuários entendam os perigos que eles enfrentam. Treinar os usuários fornecerá as habilidades necessárias para que todos estejam alinhados e possam sinalizar comportamentos suspeitos.

 

Confira a seguir algumas das boas práticas para desenvolver um bom plano de conscientização:

 

  • Criar uma Política de Segurança da Informação que estabelece uma diretriz da gestão para toda a organização e conscientizar constantemente os usuários sobre as políticas determinadas pela equipe de TI e a importância de cumprir cada uma delas;

 

  • Simular ataques para preparar seus colaboradores para possíveis situações reais. Através das simulações, o colaborador desenvolve um senso crítico sobre a segurança da informação e identificação de falsos e-mails;

 

  • Desenvolver uma cultura de segurança na qual a boa tomada de decisões e a aplicação das melhores práticas de segurança da informação se tornem atividades diárias. Por exemplo: desenvolvimento de um canal de comunicação com os colaboradores através de boletins informativos, dicas de como proteger senhas, política de mesa limpa, backup de dados, navegação segura e consciente na Internet, promoção de eventos e palestras de segurança da informação;

 

  • Treinamento contínuo capaz de gerar mudança no comportamento do usuário, relembrando a importância da segurança da informação, exemplificando casos reais de forma simples e objetiva. Após isso, acompanhar os resultados das campanhas e treinamentos para analisar, identificar os riscos e melhorias no comportamento da empresa e das pessoas;

 

  • Reportar casos ou atitudes suspeitas para a equipe de segurança da informação da empresa para que seja feito o registro, análise e tratativa do incidente e evitar a propagação de um possível ataque;

 

  • Analisar a necessidade de contratar uma empresa especializada que tenha experiência e conhecimento das melhores práticas de mercado para realizar uma avaliação do ambiente, podendo encontrar vulnerabilidades e ameaças não visualizadas pelos profissionais internos.

 

O plano de conscientização estimula e motiva os funcionários treinados a se preocuparem com a segurança como um todo, e a se tornarem o elo mais forte no ciclo da cultura de segurança. Manter o assunto em alta destaca a importância e as consequências de não levar o tema a sério.

 

Portanto, a melhor de todas as soluções ainda é a prevenção. Iniciativas que treinam pessoas sobre conscientização de segurança da informação, junto a investimentos em tecnologia, costumam ser as mais eficazes.

 

E a sua empresa, já está trabalhando em um plano de conscientização em segurança da informação?

 

*Cristiane Perin é gerente de projetos da NetSecurity, empresa especializada em serviços gerenciados de Segurança da Informação.

 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Bots de IA elevam riscos em APIs e desafiam arquitetura de Segurança em 2026

Ao se conectarem a APIs e sistemas críticos, bots de IA aceleram a automação, mas também criam desafios de segurança...
Security Report | Overview

Alerta: Falhas críticas em Microsoft e ServiceNow impulsionam novas campanhas de invasão

Em levantamento mensal, consultoria reúne vulnerabilidades em e-mail, automação e ferramentas de IA que ameaçam a integridade de dados corporativos
Security Report | Overview

Novo Golpe: Latam e Shopee são usadas para roubar CPF de brasileiros

Campanhas copiam identidade visual de grandes marcas, segmentam vítimas em situação financeira vulnerável e coletam dados pessoais por meio de...
Security Report | Overview

APIs na era da IA: estratégias para o CISO pensar como um ofensor (a força do Red Team)

Com o Brasil consolidado como o 3º maior consumidor de APIs do mundo, CISOs adotam táticas de Red Team e...