Stefanini cria unidade de cibersecurity

Com a chegada da israelense Rafael, companhia terá atuação forte no setor de Segurança corporativa com oferta de soluções militares para uma defesa mais robusta, que envolve cibersecurity e imagem

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Em abril deste ano, a Stefanini anunciou uma joint-venture com uma das maiores empresas de defesa cibernética de Israel, a Rafael. Com essa iniciativa, a brasileira cria um braço de atuação no mercado de Segurança da Informação e em automação industrial. A ideia é ofertar um conjunto de soluções de cibersecurity e imagem para combater tanto os crimes cibernéticos quanto o terrorismo, desenvolvendo, inclusive, projetos que envolvam recursos de internet das coisas e segurança física.

 

“A Rafael é uma grande empresa militar de Israel e é famosa principalmente pelo SOC que contém soluções e controles de segurança do governo israelense. Esses controles envolvem também a detecção de disparos de mísseis vindos da palestina. Eles usam inteligência virtual para impedir acidentes desse tipo no país, tanto que não ouvimos mais a mídia noticiar quedas de mísseis em Israel”, explica Marco Stefanini, CEO global do Grupo Stefanini, durante encontro com a imprensa, que aconteceu hoje (1) em São Paulo.

 

Uma questão de oportunidade

 

Segundo o executivo, a joint-venture com a empresa israelense Rafael foi uma questão de oportunidade. Apesar do grupo manter na sua trajetória um perfil agressivo de aquisições, Stefanini não chegou a sondar o mercado de segurança com o objetivo de adquirir empresas. “Essa não era a nossa intenção”, enfatizou ele. Entretanto, o CEO acredita que o mercado de defesa cibernética tende a crescer muito diante do avanço das vulnerabilidades, principalmente com a chegada da internet das coisas. De qualquer forma, Israel é um dos maiores berços de soluções de cibersecurity. Muitas delas trazem a cultura de defesa militar, que começa a se destacar em um cenário cada vez mais voltado para a guerra cibernética.

 

O executivo acrescenta que é a primeira vez que a Rafael oferta soluções de cunho militar para o mercado corporativo. A negociação levou seis meses para ser concluída e o pontapé inicial de venda desse portfólio será em 2017. “O interessante dessa joint-venture é que podemos atuar globalmente um conjunto de soluções mais robustas, voltadas para corporações globais e maduras na matéria de cibersecurity”, pontua o CEO.

 

Stefanini explica também que esse acordo com a Rafael dá oportunidades para o Grupo trabalhar o pilar da inovação junto às organizações diante de um cenário cada vez mais digital e desafiador para os gestores de Segurança, com alta conectividade. “A inovação é formada por diversos componentes e as soluções da Rafael irão complementar nosso portfólio. Teremos mais espaço para atuar com essas tecnologias a partir do próximo ano, mas já estamos conversando com grandes empresas dos setores de Finanças e Utilities. Estamos animados!”, completa.

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