CES 2026 amplia o debate sobre cibersegurança em um mundo cada vez mais conectado

Avanço de dispositivos inteligentes, IA embarcada e mobilidade reforçam a necessidade de tratar segurança como um processo contínuo, com impactos diretos para a gestão de risco

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Embora tradicionalmente associada ao lançamento de eletrônicos de consumo e tecnologia, a CES 2026 também destacou que a cibersegurança deixou de ser um tema à parte das inovações. À medida que dispositivos, veículos, eletrodomésticos e sistemas de entretenimento incorporam inteligência artificial e conectividade, a Segurança passa a ser um elemento estrutural da inovação.

 

Durante os painéis do setor automotivo, uma mensagem ficou em evidência: segurança cibernética é um verbo, não um adjetivo. A ideia reforça que proteger redes, infraestruturas e dispositivos não pode tratado como um estado final ou uma etapa concluída. Avaliações de risco, controles e políticas precisam evoluir no mesmo ritmo das tecnologias que sustentam os negócios digitais.

 

Em ambientes cada vez mais dinâmicos, alcançar um determinado nível de maturidade não encerra o processo, pelo contrário, sinaliza o momento de avançar para o próximo estágio. Mudanças constantes no ecossistema tecnológico exigem uma gestão de risco igualmente adaptativa.

 

Sociedade digital

 

Um dos alertas da CES 2026 é a chamada ilusão da gratuidade. Na internet, o custo raramente é financeiro, ele é pago em dados. O acúmulo histórico de informações de comportamento, hábitos e preferências, coletados por dispositivos aparentemente inofensivos, ganha nova dimensão com o uso intensivo de IA. Esses dados passam a alimentar perfis altamente detalhados, que podem ser explorados para ataques mais direcionados e difíceis de detectar.

 

Na CES, esse ponto ganha relevância com a proliferação de smart TVs, eletrodomésticos conectados, veículos inteligentes e wearables. Para o CISO, o risco deixa de estar apenas no data center ou nos endpoints tradicionais e se espalha por todo o ecossistema de dispositivos que interagem com o negócio, direta ou indiretamente.

 

A cibersegurança de dispositivos deverá ser ainda mais expansível para para computadores, servidores, roteadores, sensores e dispositivos domésticos inteligentes, pois são devices que se tornam a porta de entrada para ataques mais amplos. A CES reforça que, enquanto a tecnologia evolui, a vulnerabilidade humana continua sendo explorada. Ataques de engenharia social ganham sofisticação com o uso de IA, deepfakes e golpes por voz e vídeo, tornando interações digitais cada vez menos confiáveis.

 

Nesse contexto, a educação digital se consolida como uma das poucas defesas sustentáveis no longo prazo. Para os CISOs, o desafio vai além da implementação de controles técnicos: envolve conscientização contínua, mudança de comportamento e integração da segurança à cultura organizacional.

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