Sistemas legados são os maiores desafios para a Segurança

Na visão de John Spiliotis, VP de System Engineer Latam da Palo Alto Networks, CSOs brasileiros seguem as mesmas perspectivas e tendências que os países mais desenvolvidos e enfrentam obstáculos similares ao restante do mundo, como soluções complexas e independentes

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Por Alexandre Finelli

Segundo John Spiliotis, VP de System Engineer Latam da Palo Alto Networks, o Brasil está no mesmo caminho que os países mais desenvolvidos na perspectiva de Segurança da Informação. “A proporção é diferente, claro, mas os times são muito parecidos e os desafios semelhantes”, afirma o executivo com exclusividade à Risk Report, durante sua passagem pelo País. Na opinião do especialista, os gestores de SI brasileiros enfrentam os mesmos problemas que os CSOs de países mais avançados. “Poucos funcionários e produtos legados difíceis de gerenciar por serem complexos e não se comunicarem entre si”, compara.

Para o executivo, há uma correlação entre os pensamentos dos gestores daqui e dos demais países. “Eles sabem que não é possível continuar administrando infraestrutura legada que opera individualmente. Talvez a curva de adoção de uma nova tecnologia seja diferente entre as regiões, mas a maturidade e o reconhecimento de problema são bem semelhantes”, complementa.

Crise econômica e maturidade

Levantamento recente da PwC revelou um crescimento de 274% no número de ataques às empresas nacionais, porcentagem consideravelmente maior que a média global, de 38%. “Todos precisamos nos preocupar com a Segurança em nossas vidas, não apenas governo, fornecedores de energia ou universidades”, explica. Tanto que nem mesmo a recente recessão econômica do País foi capaz de conter os investimentos em SI.

“Também lidamos com altos e baixos no setor energético americano. Muitas das companhias de petróleo estão demitindo funcionários, mas, assim como no Brasil, os usuários precisam de melhores práticas, com mais automação e integração”, explica.

“As mudanças econômicas, às vezes, atrasam alguns projetos, mas a SI é uma peça fundamental para a indústria, pois todos estamos passíveis de sermos atacados”, ressalta. Essa linha de raciocínio, segundo Spiliotis, comprova o aumento da maturidade dos profissionais brasileiros em relação à segurança.

Com crescimento de 55% no ano passado e mais de 31 mil clientes, a Palo Alto Networks continua seu plano de expansão no País por meio de parceiros. “Nós estamos satisfeitos com o atual momento brasileiro e acreditamos que esses integradores têm um valor significativo para o consumidor final”, finaliza.

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