Sephora é acusada de praticar violação de privacidade nos EUA

Segundo Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, a varejista não informou aos consumidores que vendia dados pessoais coletados em seu site e não processou solicitações de cancelamento de vendas por meio de controles de privacidade definidos pelos usuários

Compartilhar:

A Sephora USA Inc concordou em pagar US$ 1,2 milhão para resolver as reivindicações do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. A varejista de beleza violou a lei de privacidade do consumidor do estado. A Sephora supostamente não informou aos consumidores que vendia dados pessoais coletados em seu site e não processou solicitações de cancelamento de vendas por meio de controles de privacidade definidos pelos usuários, aponta o escritório de Bonta.

 

O acordo, que exige que a Sephora, de propriedade da LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton SE, cumpra a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia, é a primeira ação pública sob a lei. Um porta-voz da varejista, com sede em São Francisco, comentou em um comunicado por e-mail que a empresa cooperou com o escritório do procurador-geral e suas práticas estão em conformidade com a CCPA.

 

A empresa comentou que não admite responsabilidade como parte do acordo da Califórnia. Um advogado da BakerHostetler que representa a empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

 

A companhia permite que terceiros rastreiem informações como localizações e itens de usuários em um carrinho de compras online em troca de anúncios direcionados e serviços de análise, de acordo com a reclamação de Bonta que seu escritório tornou pública na quarta-feira. Bonta ainda disse que espera que o acordo “envie uma mensagem forte para as empresas que ainda não cumprem a lei de privacidade do consumidor da Califórnia”.

 

A investigação sobre a Sephora surgiu de uma “varredura de aplicação” em junho de 2021 sobre se os varejistas online honravam os sinais de desativação do consumidor por meio do Global Privacy Control, uma ferramenta para permitir que os usuários informem amplamente aos sites suas preferências de privacidade, de acordo com a queixa. Ainda segundo informações, a empresa não corrigiu as supostas violações dentro de 30 dias da notificação do gabinete do procurador-geral, levando a uma investigação, segundo a denúncia.

 

*Com informações da Agência Reuters 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Trends virais na internet expõem fragilidades e transformam diversão em superfície de ataque

CISO da DANRESA empresa aponta que brincadeiras com IA e o avanço dos deepfakes exigem maior cautela com a exposição...
Security Report | Overview

Técnica de ataque dribla segurança de IA em 100% dos testes e expõe ponto cego corporativo

Pesquisadores da Check Point mostram que modelos de triagem falharam em identificar instruções maliciosas ocultas em textos comuns, revelando brechas...
Security Report | Overview

Ataques a identidades ampliam riscos em ambientes corporativos e sobre agentes de IA

Especialista da Veeam explica como o comprometimento de credenciais impacta e-mails, arquivos e governança na adoção de inteligência artificial corporativa
Security Report | Overview

Apenas 45% das empresas brasileiras possuem planos de recuperação para ataques contra IA

Estudo da Cohesity revela que 51% das companhias no país não mantêm inventário das IAs em uso, enquanto 99% admitem...