Quase 2% das compras na Black Friday foram feitas com cartões clonados

Ação de cibercriminosos foi quase 46% menor do que a média do comércio eletrônico, revela estudo da Konduto

Compartilhar:

A Black Friday 2017 comprovou uma tendência muito interessante para o lojista: o risco de compras fraudulentas na internet despencou em comparação a dias “normais” do e-commerce nacional. De acordo com dados da Konduto, a ação de cibercriminosos foi quase 46% menor do que a média do comércio eletrônico. Os dados levam em consideração o período compreendido entre quinta-feira (23), quando foram iniciados os descontos, até domingo (26).

 

A empresa registrou que 1,94% das transações feitas no e-commerce brasileiro partiram de fraudadores com cartões de crédito clonados, principal modalidade de golpe nas lojas virtuais. Para se ter uma ideia, a taxa de tentativa de fraudes online no Brasil é de 3,58%. Estes valores não representam o total de fraudes efetivas, já que a maioria destes pedidos é barrada pelos sistemas antifraude antes de a mercadoria ser despachada.

 

Segundo Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, o índice de tentativas de fraude abaixo da média não surpreende. “Criminosos não se interessam por promoções e descontos imperdíveis, pois, ao efetuar uma compra, ele utiliza um cartão clonado para pagar pelo produto e não terá que arcar com os custos reais, pagando do próprio bolso. Por isso, em grandes campanhas de vendas, é natural um aumento de transações legítimas, e isso, percentualmente, diminui a taxa de tentativa de golpes”, explica.

 

A maior incidência dos fraudadores se deu justamente antes da abertura “oficial” da Black Friday. Quinta-feira (23) foi o dia de maior atividade dos estelionatários, mais de 4,38% das compras foram de origem criminosa. No sábado (25), a média foi de 2,35%. Já na sexta (24) e no domingo (26) os índices ficaram abaixo da média do período: 1,42% e 0,93%, respectivamente.

 

Apesar de positiva para a saúde do e-commerce, a “diluição” da taxa de tentativa de fraudes durante a Black Friday não significa que o lojista deva fechar os olhos para as atividades de criminosos, mesmo em períodos de grandes campanhas. “Um e-commerce não pode ter taxas de fraude superior a 1%, sob o risco de sofrer multas e penalidades das operadoras de cartão. O ideal é que uma loja virtual mantenha este índice controlado entre 0,1% e 0,5% sobre o faturamento total, e para isso é crucial a contratação de um sistema especialista em análise de risco, que combine as melhores tecnologias disponíveis e tenha um alto índice de confiabilidade, que não sofra com instabilidades técnicas durante períodos aumento de vendas”, acrescenta Canabarro.

 

Na Black Friday 2017, a Konduto analisou mais de 736 mil transações, de mais de 200 clientes. Este volume representa um aumento de 63% em relação ao último final de semana de outubro. A empresa brasileira, fundada em 2014 por Daniel Bento, Milton Tavares Neto e Tom Canabarro, processa mensalmente mais de 4,5 milhões de transações, de clientes de Brasil, México, Argentina e Colômbia.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Golpe do “CPF irregular” usa site falso da Receita Federal para enganar contribuintes

Levantamento revela fraude que explora o período do Imposto de Renda para induzir pagamentos via PIX sob falsa promessa de...
Security Report | Overview

Paradoxo do Pishing: marcas conhecidas são a principal porta de entrada para cibercriminosos

Relatório aponta que Microsoft, Apple e Google lideram o ranking de falsificações, somando quase metade das tentativas de roubo de...
Security Report | Overview

Aumento nos ataques ampliaram busca por centros operacionais de SI, diz estudo

Security Report | Overview

Pesquisadores detectam brecha no Claude Code capaz de expor dados sensíveis

Falha em assistente de IA para programação expõe chaves de API em pacotes de software amplamente distribuídos sem que desenvolvedores...