Quantum Computing: Por que essa é uma prioridade para os CISOs hoje?

Muito além da ficção científica, o avanço da computação quântica exige dos CISOs uma nova estratégia de defesa, especialmente quando o cenário envolve tecnologias de Inteligência Artificial

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O que faz a Computação Quântica ser uma prioridade para os Líderes de Segurança na atualidade? Essa é a questão levantada durante evento executivo “O Futuro com AI e Quantum”, organizado hoje (03) pela Palo Alto Networks, em São Paulo, que contou com a presença de líderes do Grupo Security Leaders para debaterem os próximos desafios dessa tecnologia, as melhores propostas e os impactos da era quantum na Cibersegurança.

 

Apesar de a tecnologia ainda estar, atualmente, restrita a alguns poucos silos de excelência de processamento, a tendência é que, nos próximos anos, as pesquisas sobre o tema levem a uma disseminação desse modelo de processamento. Conforme explicou o Principal Product Manager da Palo Alto, Spencer Thellmann, considerando as atuais previsões de mercado, é fundamental que as empresas comecem a considerar esse tema o quanto antes.

 

“Quando falamos de Quantum Computing hoje em dia, ainda é normal considerarmos isso ainda um tema de ficção científica fora do nosso alcance. Mas as previsões mais recentes do Gartner preveem uma virada no processamento quântico já em 2030. Nesse sentido, não prepararmos nossa estratégia de criptografia para isso seria o mesmo que as fechaduras da nossa casa repentinamente se abrissem”, explica o executivo.

 

Ainda de acordo com Thellmann, os grandes desafios no curto prazo do Quantum Computing partem de o risco desse processamento ser capaz de quebrar criptografias altamente desenvolvidas em poucos minutos. Isso tem levado organizações como o NIST a acelerarem processos de aprovação de modelos criptográficos pós-quânticos, capazes de preservar sua integridade mesmo nesse cenário.

 

Diante disso, a preocupação de primeira hora dos líderes é monitorar suas bases de informações e garantir que elas estejam protegidas desde já contra o risco de exposição futura, segundo acrescentou João Passos, CISO da Brasilseg. “Nossa estratégia de Segurança para Quantum Computing está planejada para 2027, focada justamente em combater o cenário de ‘harvest now, decrypt later’. Isso inclui envolver áreas de negócios na análise da base de dados e definir o que será relevante nos próximos anos para serem protegidos agora. Esse é um ponto que vem sendo acompanhado de perto pela companhia no contexto de  segurança da informação”, comenta Passos.

 

AI na computação quântica

Entretanto, a capacidade de computação do universo quântico pode ir além da quebra de criptografias, transformando também tecnologias disruptivas atuais em ferramentas mais potentes e mais arriscadas. É o caso, por exemplo, da Inteligência Artificial, que poderia atingir capacitações imprevisíveis ou mesmo abrir espaço para o surgimento da General AI que o mercado tem buscado constantemente.

 

Nesse contexto, a estratégia oferecida pela Palo Alto envolve se preparar tanto para os riscos do presente quanto para os do futuro. “Não podemos prever o que essa esperada disrupção pode nos trazer, mas podemos nos preparar para ela desde já. Isso passa por reforçar nossos padrões criptográficos em modelos mutáveis e ampliar ao máximo nossa visibilidade sobre a superfície de riscos da IA, e assim fechar potenciais brechas”, acrescenta Thellmann.

 

O executivo também reforça a demanda por mais estudos em relação à intersecção entre AI e Quantum Computing, como forma de compreender todos os possíveis impactos. “Eu acredito que a Inteligência Artificial e o processamento quântico serão fundamentais para o futuro tecnológico humano, e justamente por isso, é de total importância nos prepararmos desde já para os riscos que já existem entre nós, e que se transformarão em poucos anos”, concluiu ele.

 

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