Qual a principal preocupação dos profissionais de Segurança?

Estudo aponta que o ransomware ainda é uma unanimidade entre os responsáveis por proteger as empresas de ciberataques; cenário de cybersecurity sofre com falta de profissionais qualificados

Compartilhar:

O (ISC)² anuncia que a maior preocupação dos profissionais de segurança da informação na América Latina é o ataque de ransomware, um tipo de software nocivo que torna inacessíveis os dados do sistema infectado e que cobra um resgate para que o acesso seja restabelecido. O resultado foi obtido na pesquisa (ISC)² Global Information Security Workforce Study – GISWS (Estudo Global da Força de Trabalho na área de Segurança da Informação), realizada com 959 profissionais latino-americanos.

 

Na região da América Latina, 44% dos profissionais apontaram o ransomware como preocupação principal em relação à segurança da informação. Na Europa, esse tema foi indicado por 28% dos pesquisados. No Oriente Médio e na África, a ameaça apontada por 47% dos entrevistados é o hacking. Já na América do Norte e na região da Ásia Pacífico, grande parte dos profissionais (35% e 37%, respectivamente) indicou o roubo de dados como ponto de maior atenção.

 

Segundo o estudo GISWS do (ISC)², alguns dos problemas que chamam mais atenção são malware, ransomware, táticas de ciberterrorismo, crime organizado, engenharia social, proliferação de IoT (Internet das Coisas) e pontos de vulnerabilidade, como buffer overflows, ou seja, anomalias em que um programa ao escrever dados em um buffer ultrapassa os limites e sobrescreve a memória adjacente. A exposição de dados é a principal preocupação global, independente de onde esteja o profissional.

 

“As ameaças digitais evoluíram rapidamente nos últimos anos e não há o número necessário de profissionais qualificados para lidar com esse cenário. Os cibercriminosos, por outro lado, possuem cada vez mais ferramentas para realizar seus ataques e não precisam ser tão técnicos para atingir o objetivo”, explica Gina van Dijk, Diretora do (ISC)² para a América Latina.

 

A executiva destaca que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir a segurança digital de empresas de todos os tamanhos e agências do Governo. “É de fundamental importância que essas organizações contem com equipes bem preparadas e certificadas para evitar problemas e reagir de modo ágil quando os ataques acontecem”, diz Gina.

 

No entanto, o percentual de entrevistados que reclamaram ter times menores do que o necessário para enfrentar os problemas de segurança digital cresceu de 62% em 2015 para 66% em 2017. Isso mostra que a falta de profissionais dessa área está aumentando, embora cada vez mais os setores reconheçam a importância de ter uma força de trabalho de cibersegurança qualificada.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

CISOs debatem os rumos da agência reguladora de Cibersegurança no Brasil

Durante Painel Telebrasil Summit 2026, que aconteceu nesta semana em Brasília, autoridades do GSI e da Anatel apontaram que a...
Security Report | Destaques

Keynotes do SL Porto Alegre abordarão investigação digital, Inovação e Computação Quântica

Quinta etapa do roadmap 2026 do maior Congresso de Cibersegurança do país desembarca na capital gaúcha para discutir alguns dos...
Security Report | Destaques

Cibercrime acelerado pela IA: como reequilibrar uma disputa assimétrica?

O uso intensivo da tecnologia elevou em 89% ataques com IA e reduziu o tempo de invasão, de acordo com...
Security Report | Destaques

O elo mais frágil? Interconectividade e supply chain elevam desafios da resiliência cibernética

Em debate no Security Leaders Belo Horizonte, líderes discutem a urgência de blindar a cadeia de suprimentos e transformar a...