Qual o papel da Governança Corporativa para a SI?

Segundo Vladimir Bidniuk, fundador e coordenador do Grupo de GRC da Sucesu-RS, área deve gerar estratégia, orientar e fiscalizar a gestão no tratamento de segurança; executivo debaterá tema na 3ª edição do Security Leaders Porto Alegre

Compartilhar:

A Governança Corporativa assume um papel cada vez mais vital para as organizações, independentemente de suas estruturas de capital e controle. Ter processos e gestão da Segurança da Informação normatizados e regulados devidamente alinhados às práticas de GRC fazem toda a diferença na estratégia de SI de uma companhia. No entanto, todos esses métodos só são de fato eficientes quando estão devidamente integrados.

 

“O papel da Governança Corporativa, quando existente, deve ou deveria gerar a estratégia, orientar e fiscalizar a gestão no tratamento da segurança da capacidade digital”, avalia Vladimir Bidniuk, fundador e coordenador do Grupo de GRC da Sucesu-RS. Porém, na opinião do executivo, os processos não estão devidamente integrados. “É comum os casos onde ela está em segundo plano, tratada em silos, em algum departamento vinculado à gestão, como por exemplo, a área de TI”, complementa.

 

Questionado se a governança hoje acompanha a evolução e o ritmo da transformação digital e dá o suporte necessário à área de Segurança, Bidniuk afirma que deveria, mas ainda não em sua plenitude, amplitude e totalidade. “A disponibilidade para a transformação digital é grande, mas não tanta em sua adoção, o que infere diretamente no acompanhamento por parte da governança quando existente”, explica. Na visão dele, capacidades para integração e acompanhamento estão disponíveis, mas a intenção ou visão para tal implementação é uma questão de cultura organizacional e suas lideranças.

 

Para Bidniuk, em empresas onde o processo de governança está bem formalizado e materializado em seus princípios, interligado aos valores e à cultura organizacional, a integração da governança com a alta diretoria é mais tranquila e suave, desprovida de conflitos de interesses. Porém, em organizações onde a estruturação da governança é frágil, incompleta ou de caráter figurativo, sem a menor independência, as relações correm grande riscos principalmente pelo estabelecimento de conflitos de agência e de interesse.

 

De maneira geral, Bidniuk acredita que “a Segurança da Informação no Brasil ainda é tratada com gestão normatizada e regulada, onde geralmente implementa-se alguma solução pontual baseada em um hardware e/ou software orientados à algum perímetro externo”. Este e outros temas serão debatidos na 3ª edição do Security Leaders Porto Alegre, que acontecerá no dia 14 de setembro no Sheraton Hotel. A programação completa está disponível no site oficial do evento.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Ferbasa reduz foco de vulnerabilidades para menos de 0,5% com estratégia de priorização

Em estudo de caso apresentado no Security Leaders Salvador, empresa mostrou como estruturou a gestão de vulnerabilidades, a classificação de...
Security Report | Destaques

Mais de 160 CISOs discutem os principais desafios de SI em cinco setores estratégicos

Novidade do Congresso Security Leaders Nacional 2026 reúne líderes de Educação, Indústria, Saúde, Governo e Seguros para debater desafios reais,...
Security Report | Destaques

Silvio Hayashi assume como CISO das Lojas Americanas

Executivo com passagens por empresas como Itaú Unibanco, Grupo Fleury, Votorantim Cimentos e Rumo passa a liderar a área de...
Security Report | Destaques

IA ofensiva encurta caminho entre risco e resposta na MV

Case apresentado no Security Leaders Recife mostra como a MV utilizou o Ares, da Vultus, para executar um pentest em...