Provedoras de e-mail fecham cerco contra phishing com regras mais rígidas

Google e Yahoo anunciaram simultaneamente que, a partir do próximo ano, exigirão novos controles de autenticação de endereços de e-mail, como forma de ampliar o monitoramento sobre campanhas de phishing. Em webinar sobre o tema, especialista da Proofpoint explica melhores práticas visando preservar contatos corporativos hospedados nessas redes

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As empesas Google e Yahoo anunciaram no último mês de outubro que passarão a pedir novas camadas de autenticação aos e-mails hospedados em seus ambientes para autorizar disparos em massa. Segundo informes publicados por ambas as companhias, endereços sem conformidade com as novas regras até o dia 24 de fevereiro terão suas mensagens de envio automático bloqueadas ou direcionadas como Spam.

Segundo as novas políticas dos domínios, os disparos abaixo de 5 mil mensagens precisam oferecer certificações de Sender Policy Framework (SPF), que valida a autenticidade do e-mail no momento da criação, confirmando o domínio da mensagem e do endereço do remetente; ou Domain Keys Identified Mail (DKIM), visando confirmar a integridade da mensagem em todo o processo de transmissão.

Já em casos que ultrapassam esse limite, ambas as certificações SPF e DKIM serão exigidas. Além disso, ainda será necessário configurar políticas de DMARC, para estabelecer processos de resposta a mensagens suspeitas nas verificações de autenticação. Os e-mails também devem oferecer métodos de cancelamento de assinaturas por um clique aos destinatários.

“Hoje as mensagens de e-mails estão longe de ter os melhores padrões de Segurança, se tornando um dos canais de phishing mais importantes no mundo. Por serem domínios reconhecidos no mercado, Google e Yahoo entenderam a demanda por mais transparência e pretendem reduzir números de Spam e combater as falsificações, phishings e whaling”, explica Tiago Figueiredo, Sênior Sales Engineer da Proofpoint, durante webinar sobre o tema.

Figueiredo ainda reforça que, embora essas medidas iniciais digam respeito apenas à provisão de e-mail das duas companhias, é esperado que outros domínios de mensagens eletrônicas acabem aderindo aos mesmos padrões. Neste caso, há um longo trabalho cooperativo, com verificações silenciosas dos endereços desde 2022, e agora culmina com uma ação conjunta por níveis mais elevados de verificação.

“Ter e-mails automáticos bloqueados como Spam pode causar diversos problemas às empresas, como impedir usuários de receberem comunicados importantes, impactar no desempenho dos serviços prestados e ainda danificar a confiança e a reputação da marca. Esse risco existe, pois os clientes serão notificados caso haja falta de autenticação dessas mensagens, mesmo vindo de endereços legítimos”, alerta o especialista.

Nesse sentido, para elevar o controle sobre os e-mails disparados e ajudar a cercar os e-mails maliciosos, as empresas sujeitas a essas novas exigências precisam avançar depressa na conformidade, uma vez que o prazo de cumprimento dos registros é bastante curto. De acordo com Figueiredo, analisar os padrões atuais e compreender as atuais faltas é igualmente fundamental.

“Pode parecer um problema a mais, mas esses novos controles de autenticação tendem a ajudar os remetentes de e-mail, reduzindo a fraude postal dos domínios maliciosos similares aos destes. A ação ainda deve melhorar a capacidade de entregar mensagens fidedignas, aumentando a Segurança sobre clientes e reputações”, encerra o Sênior Engineer.



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