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Profissionais de cibersegurança: como formar e diminuir os gaps do mercado

De acordo com estudos, na próxima década o Brasil deve ter cerca de 15 mil profissionais, enquanto a demanda será de 83 mil, uma lacuna de mais de 80%

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Por Bruno Lima

 

Tecnologia é o futuro. Quem já não ouviu essa frase e até escolheu a carreira baseado no que poderia descobrir e contribuir para os avanços? Porém, já é o hoje e traz oportunidades para os profissionais que estão no mercado e os novos. A área de cibersegurança é uma das que mais cresce. De acordo com estudos, na próxima década o Brasil deve ter cerca de 15 mil profissionais, enquanto a demanda será de 83 mil — uma lacuna de mais de 80%.

 

Um dos fatores é a aceleração do home office e do regime híbrido de trabalho, nos quais as empresas começaram a investir mais nessa área para proteger os dados e minimizar os danos causados por brechas na segurança. Para efeito de comparação, os ataques virtuais no Brasil aumentaram em 99,23% de 2019 para 2020, segundo relatório anual de atividade criminosa online.

 

Mesmo com a extrema importância da segurança da informação e cibernética para todas as empresas, o setor carece de profissionais. O recomendado seria investir na formação desde o ensino médio, seguindo para a graduação e os cursos de extensão para formar novos e atualizar aqueles que já estão na área ou querem trocar de carreira.

 

Estes cursos superiores são bastante visados e possuem formação completa e atualizada para que os alunos saiam prontos para atender às demandas do mercado.  As empresas podem utilizar os programas corporativos para instigar o desejo dos colaboradores em se desenvolver e aprimorar.

 

Afinal, no dia a dia, o profissional de cibersegurança mapeia as potenciais brechas da organização, prevê e simula os possíveis ataques, monitora o sistema e minimiza as chances de incidentes. Com isso, atua muito próximo do board da companhia e tem papel fundamental no controle das informações gerenciadas.

 

Do ponto de vista de formação, o mercado recruta os profissionais, porém, é preciso reforçar que as empresas devem considerar as habilidades apropriadas e incentivar o desenvolvimento contínuo com os cursos corporativos, por exemplo. gap na cibersegurança começa a ser sentido agora, mas, com a chegada de novas tecnologias, ficará mais evidente que as empresas não poderão ficar sem uma área de cibersegurança e que, ter os melhores talentos implica em investimento e formação qualificada.

 

Essa lacuna será ainda mais evidente com a chegada da tecnologia 5G, as empresas terão que fazer um investimento maior para essa área, quanto mais tecnologia chega, mais esses profissionais são necessários, afinal, ninguém quer que seu sistema seja comprometido e que os dados sejam expostos. O futuro para os profissionais de cibersegurança é próspero e o mundo precisará cada vez mais deles.

 

*Bruno Lima, Coordenador do curso de Segurança Digital da Faculdade Impacta 

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