Por que a gestão de terceiros será prioridade para CISOs em 2026?

Relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, do WEF, alerta para riscos e vulnerabilidades na cadeia de suprimentos e aponta melhores práticas para fortalecer a resiliência. Segundo o estudo, 46% das organizações apontam esse pilar como um dos maiores desafios do ano

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Porque as vulnerabilidades na cadeia de suprimentos se tornaram um dos maiores riscos estratégicos para as organizações, exigindo dos CISOs uma revisão profunda na gestão de terceiros. Essa é a resposta do Global Cybersecurity Outlook 2026, relatório do World Economic Forum (WEF), que coloca esse tema no centro das discussões sobre resiliência cibernética.

 

Segundo o estudo, 46% das organizações apontam vulnerabilidades de fornecedores como um dos maiores desafios para atingir níveis adequados de resiliência. Essa preocupação reflete um cenário em que ataques direcionados à cadeia de suprimentos cresceram exponencialmente nos últimos dois anos, explorando brechas em parceiros e provedores para comprometer ambientes críticos. Em meio à fragmentação geopolítica e à pressão regulatória, a dependência de serviços externos amplia a superfície de ataque e eleva o risco sistêmico.

 

Para os CISOs, isso significa que a gestão de terceiros deixa de ser um processo burocrático e passa a ocupar posição central na governança de riscos. O WEF destaca que apenas 19% das empresas superam os requisitos mínimos de resiliência, enquanto a maioria ainda luta para implementar controles robustos em ecossistemas complexos. A falta de visibilidade sobre práticas de Segurança dos fornecedores e a ausência de métricas claras para monitoramento contínuo são fatores críticos.

 

Colaboração multissetorial

 

Segundo o WEF, nenhuma organização conseguirá enfrentar sozinha os riscos da cadeia de suprimentos. A colaboração multissetorial surge como fator determinante para reduzir vulnerabilidades e garantir continuidade operacional. Isso significa criar ecossistemas de confiança entre empresas, governos e entidades reguladoras, compartilhando informações sobre ameaças, indicadores de comprometimento e boas práticas de mitigação.

 

O WEF sugere que essa colaboração pode se traduzir em plataformas de inteligência coletiva, onde CISOs trocam dados sobre incidentes em tempo real, além de programas conjuntos de auditoria e certificação para fornecedores críticos. Outra recomendação é a criação de grupos regionais de resposta a crises cibernéticas, capazes de atuar rapidamente diante de ataques sistêmicos. O WEF aponta que iniciativas desse tipo não apenas fortalecem a resiliência, mas também reduzem custos e aceleram a tomada de decisão em momentos críticos.

 

Melhores práticas para CISOs, segundo o WEF:

.Avaliação contínua de riscos em toda a cadeia, com critérios alinhados a padrões globais;

.Contratos com cláusulas específicas de segurança, incluindo auditorias regulares e planos de resposta a incidentes;

.Integração de ferramentas de monitoramento para detectar comportamentos anômalos em parceiros;

.Programas de capacitação e conscientização estendidos a fornecedores estratégicos;

 

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