Qual ‘porquê’ motiva os CISOs de hoje, questionam líderes na RSA Conference

Em um contexto de ameaças constantes, inovações aceleradas, riscos corporativos e impactos emocionais aos profissionais, a maior salvaguarda de um líder de Segurança é reconhecer suas próprias motivações para cumprir essa missão, e se aproximar cada vez mais do espírito comunitário que cerca o setor de SI

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A RSA Conference abriu a edição de 2026 nesta semana, em São Francisco, Califórnia, fazendo um chamado aos Líderes de Segurança sobre o que os motiva a exercer a sua função no meio corporativo, e reforçando o diálogo principal do Congresso nos últimos anos. A aproximação dos profissionais de SI enquanto comunidade é essencial para garantir não apenas o sucesso das estratégias, mas também proteger cada um dos indivíduos envolvidos.

 

Durante a palestra de abertura, o Executive Chairman da RSAC, Hugh Thompson, comentou que é preciso que os líderes de Cyber compreendam, internamente, qual motivação os leva a se dedicar à tarefa crítica de proteger pessoas nos espaços digitais. Ter essa visão cristalizada permitirá aos profissionais reforçarem sua própria resiliência emocional quando estiverem diante de desafios realmente urgentes no seu trabalho.

 

“Devemos nos perguntar sempre: ‘qual o nosso porquê?’. De algum modo, proteger os outros é o que nos dá propósito, e o que nos leva a escolher a carreira de Cibersegurança. Isso também é essencial em momentos de extremo estresse do nosso trabalho, e o que vai permitir que continuemos em frente mesmo nos períodos mais desafiadores. Para nós, sempre existe uma história que justifique o motivo pelo qual cumprimos essa função”, disse ele.

 

A necessidade de se manter focado na própria missão é especialmente importante, segundo Thompson, em uma realidade em que empresas estão nas manchetes por vazamentos de dados e ataques de ransomware, ou em que se sabe que um Estado-Nação hostil pode estar impactando sistemas essenciais da sociedade. Isso é visível mesmo com as transformações geradas pela Inteligência Artificial, em que o CISO é instado a tomar posição ativa.

 

É nesse ponto em que a percepção de comunidade e parceria se torna ainda mais vital. Em um contexto de grandes transformações e ameaças, seja às empresas, aos governos ou mesmo às pessoas comuns, contar com pessoas capazes de sustentar momentos desafiadores das empresas e profissionais do setor viabiliza respostas cada vez mais precisas e eficazes. A proposta de reunir Lideranças diversas é reforçar ainda mais a ligação dessa comunidade.

 

“É dentro da comunidade de Líderes de SI que coisas impressionantes acontecem. Ainda que cheguemos a esse setor para garantir proteção a quem temos um laço pessoal, nós permanecemos quando reconhecemos as capacidades desse grupo. Então, quando o trabalho se torna difícil, o futuro parece incerto e os riscos se tornam altos, peço que olhem para sua comunidade e relembrem a si mesmos qual o seu porquê”, reforçou Jen Easterly, CEO da RSAC.

 

Os executivos também reafirmaram da capacidade de a comunidade Cyber tornar seus indivíduos mais capazes de enfrentar percalços quando ela permanece unida e pronta para ajudar. “Um único profissional não é capaz de lidar sozinho com todas as tendências e ameaças que cercam o setor. Apenas através dessa cooperação que poderemos ajudar os negócios, a nossa sociedade e as nossas famílias”, concluiu Thompson.

 

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