Pesquisa revela que 79% das empresas economizaram ao adotarem a segurança na nuvem

Estudo realizado com CIOs e CISOs na Europa aponta que o principal fator para atingir a redução de custos foi a substituição de hardware e dispositivos, como as VPNs

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A Netskope divulgou uma pesquisa realizada em outubro de 2021 pelo Censuswide. Segundo o estudo, quase 4 em cada 5 empresas europeias já notaram economia usando a segurança em nuvem para substituir appliances de segurança legados e reduzir os requisitos de largura de banda.

 

A origem da redução de custos está na substituição de hardware e appliances, incluindo VPNs (25%), redução da necessidade de largura de banda (23%) e consolidação de fornecedor (21%). Um destaque para a substituição de firewalls caros (com Firewall-as-a-Service – FWaaS), que gerou economia para 21% das equipes de TI.

 

Realizada para examinar os objetivos e práticas dos CIOs e CISOs europeus em um momento de grandes mudanças nas redes e na segurança, a pesquisa mostrou que 99,5% dos entrevistados realizarão projetos de transformação de redes e segurança nos próximos 5 anos, e mais da metade já está em andamento ou alinhada para os próximos 12 meses. A pergunta que a pesquisa procurou responder foi: o que isto significa na prática para as equipes, orçamentos, habilidades e fornecedores?

 

Propriedade e financiamento: O primeiro ponto da pesquisa foi a falta de clareza sobre quem deveria assumir a responsabilidade – e pagar – pelos principais projetos de transformação e estruturas, como SASE e Zero Trust.

 

Uma em cada três equipes de rede e segurança vai se tornar apenas um time nos próximos dois anos, impulsionada pelo crescimento significativo no uso da nuvem que, na visão dos CIOs e CISOs, “torna improdutiva a separação das equipes”;

 

• 92% dos CIOs não pretendem unificar os orçamentos de rede e segurança, mesmo quando houver a junção das equipes, e isso pode gerar atritos internos;

 

• 27% dos líderes de TI estão transferindo a responsabilidade e o financiamento da segurança da rede para a equipe de segurança financiar as estruturas SASE e o Zero Trust. Por outro lado, o mesmo número (27%) está direcionando os orçamentos de segurança para as equipes de rede e de infraestrutura para financiar uma abordagem de segurança por projeto;

 

• 28% dos entrevistados afirmaram que a arquitetura SASE pertence às equipes de rede. Apenas 18% a consideraram da segurança e 31% acreditam que a responsabilidade é compartilhada;

 

• Devido a essa falta de consistência do mercado, não surpreende que 28% dos CIOs e CISOs esperem que as equipes de redes e de segurança continuem a competir pela propriedade dos projetos.

 

Equipes e habilidades:  

 

• Com a convergência das áreas de redes e de segurança, 67% das equipes de TI na Europa se reportarão aos CIOs e aos CISOs, diretamente ou de forma hierárquica.
•  28% estão crescendo ou esperam aumentar sua equipe de segurança para atender a uma esfera mais ampla devido ao uso da nuvem pela organização;

 

•  28% das organizações que migraram pelo menos uma parte da segurança para a nuvem e relataram já ter feito mudanças na estrutura ou nos profissionais da equipe de redes, e 26% relataram alterações na equipe de segurança;

 

•  46% dos participantes da pesquisa afirmaram já estar enfrentando dificuldades para encontrar candidatos adequados para suas funções de segurança ou já preveem dificuldades no futuro;

 

•  38% planejam selecionar candidatos fora dos mercados de TI, cibersegurança ou mesmo reskills, enquanto 30% pretendem remanejar profissionais das áreas de redes, helpdesk e de outras equipes internas.

 

“Nos resultados da pesquisa, dois pontos foram destaques para mim. O primeiro é a intenção praticamente unânime entre as organizações europeias de transformar as arquiteturas de redes e segurança. O segundo foi que, apesar de essa meta ser compartilhada por 99,5% dos CIOs e CISOs, não há um consenso sobre a melhor forma de fazer isso. Muitos recursos e orçamentos serão investidos nos próximos 24 meses para promover a transformação, e muita economia e melhorias de negócios podem ser encontradas nesse processo”, explica Neil Thacker, CISO da Netskope para EMEA.

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