Segundo o Relatório de Segurança em IA, da Check Point Research, até 93% das organizações registram mensalmente interações de alto risco com IA generativa, sendo que a presença de dados regulados em prompts dobrou em um ano. Além disso, análises da empresa revelam que 40% de 10 mil servidores do protocolo MCP apresentavam falhas e identificaram mais de 15 mil cargas maliciosas de injeção de prompt em páginas públicas da web.
Nesse momento, segundo a companhia, a adoção acelerada da inteligência artificial exige maior visibilidade, controle no compartilhamento de dados e mitigação de riscos em interações entre funcionários, sistemas e agentes de IA. Assim, a companhia lançou uma nova estratégia de firewall voltada para identificar e gerenciar o tráfego de IA diretamente na infraestrutura existente, sem a necessidade de novas implantações.
“A IA está transformando a rede corporativa e, com o AI Network Firewall, estamos transformando o firewall para protegê-la. Ao incorporar a segurança para IA ao firewall que as organizações já utilizam, oferecemos a visibilidade necessária para permitir essa adoção de forma segura”, afirma Nataly Kremer, CPO da Check Point.
Entre as novas funcionalidades estão a descoberta de aplicações de IA em uso, o monitoramento de conexões via protocolo MCP, o controle contra o vazamento de dados sensíveis e o bloqueio de injeções maliciosas antes que atinjam os modelos de linguagem. O recurso passa a integrar o Check Point AI Defense Plane, arquitetura unificada para governança em rede, nuvem, endpoints e data centers.
A iniciativa também atende ao desafio de evitar a proliferação de ferramentas de segurança isoladas nas empresas. “A integração nativa da segurança para IA aos pontos de aplicação de políticas já existentes proporciona melhorias em visibilidade, eficácia da telemetria e simplicidade de gerenciamento”, destaca Pete Finalle, gerente de pesquisa de Trusted Access and Network Security da IDC.
A atualização expande ainda a gestão centralizada para ambientes híbridos, incluindo SASE, SD-WAN e nuvens de múltiplos fornecedores. “Políticas, por si só, não resolverão o problema da Shadow AI. Integrar visibilidade e aplicação de políticas ao firewall corporativo é uma abordagem prática para governar o uso da IA sem comprometer a inovação”, ressalta Chris Konrad, vice-presidente Global Cyber da WWT.
Na prática, a solução atua na gestão do uso de IA por colaboradores, no monitoramento de integrações via protocolo MCP e na proteção de modelos de linguagem (LLMs) contra entradas adversariais em tempo real. A estrutura do AI Defense Plane consolida essa governança para aplicações locais, SaaS ou desenvolvidas internamente, garantindo proteção contínua em redes, filiais e usuários remotos.