Pesquisa revela que 48% das operadoras não têm ferramentas para encontrar vulnerabilidades

Levantamento revelou também que 51% das operadoras veem que a edge computing é uma parte fundamental de sua estratégia empresarial futura

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A Trend Micro e a GSMA Intelligence divulgaram nova pesquisa que revela uma grande lacuna na capacidade de segurança das operadoras móveis, que em muitos casos ainda não está sendo preenchida por parcerias do setor.

 

Na era 5G, e em um cenário digital em rápida mudança, as operadoras poderiam ampliar suas credenciais de segurança com parceiros capacitados para proteger as redes privadas.

 

De acordo com o estudo, 68% das operadoras vendem redes sem fio privadas para clientes corporativos e as demais planejam comercializar essa modalidade até 2025. Quase metade (45%) das operadoras consideram extremamente importante investir em segurança para alcançar metas de receita empresarial de longo prazo. Para isso, 77% das operadoras pretendem oferecer segurança como parte de suas soluções para rede privada.

 

“O estudo revela uma possível desconexão na forma como as operadoras veem a segurança”, diz Ed Cabrera, diretor de Segurança Cibernética da Trend Micro. “É óbvio que elas entendem os riscos e têm um desejo muito real de lidar com as preocupações de segurança cibernética. No entanto, algumas equipes estão tentando resolver o problema sem a expertise de especialistas em segurança ou fornecedores especializados. Isso é como contratar um encanador para consertar a sua rede elétrica: ele pode até ser capaz de identificar avarias ou fazer recomendações, mas não está necessariamente equipado para resolver o problema.”

 

O relatório constatou, ainda, que:

 

 51% das operadoras veem que a edge computing (Multi-Access Edge Computing ou MEC) é uma parte fundamental de sua estratégia empresarial futura. Apenas 18% dos operadores garantem, atualmente, a segurança de seus endpoints ou da borda de sua rede celular.

 

• 48% das operadoras citam a falta de conhecimento ou ferramentas adequadas para descobrir vulnerabilidades como um dos principais desafios de segurança 5G.

 

• 39% têm um grupo limitado de especialistas em segurança.

 

• 41% lutam contra vulnerabilidades de virtualização de rede.

 

O papel que as operadoras podem desempenhar na garantia do ecossistema de rede privada é particularmente importante na Era 5G. Novos vetores de ameaças materializarão o olhar das empresas para adoção de novas tecnologias de comunicação (5G, edge computing, cloud computing, private wireless, IoT) para transformar digitalmente seus negócios.

 

As operadoras estão em uma posição privilegiada para lidar com isso e lucrar no apoio a seus clientes corporativos.  Para assumir esse papel, devem ampliar suas credenciais ou fazer parcerias com fornecedores de segurança, de nuvem ou TI com expertise para preencher qualquer lacuna em seus portfólios de segurança.

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