“Para combater IA como vilã, a Segurança deve transformá-la em heroína”

Durante Painel de Debates no segundo dia do Security Leaders Nacional, os CISOs do Banco Mercantil, Hospital Sírio Libanês, LM Mobilidade e Embratur apontaram como os maus usos da IA seguirão se aprimorando no futuro. A melhor resposta, segundo eles, é equilibrar o jogo com aplicações positivas da própria Inteligência Artificial

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A Inteligência Artificial foi um dos grandes tópicos tratados nos Painéis de Debates do Security Leaders Nacional de 2024 e, com ela, foram apontadas as grandes preocupações dos CISOs. Nesse sentido, as lideranças concordam que a forma mais viável de responder a essas ameaças é equilibrar o mau uso da IA com a aplicação positiva dela nas defesas.

 

“Hoje em dia, a IA é uma ameaça para a autenticidade de qualquer informação, incluindo dados de imagens. Será que nosso erro não está em achar que essa é uma luta entre humano e máquina e não entre uma máquina e outra?”, questionou o CISO do Banco Mercantil, Ricardo Leocádio.

 

Do ponto de vista de Filipe Loner, Gerente Executivo de Cyber na LM Mobilidade, a Inteligência Artificial precisa ser apropriada pela Segurança Cibernética como recurso crítico do setor. “Não há volta dessa revolução da IA, portanto precisamos usá-la para somar-se ao nosso conhecimento e fazer dela parte da nossa capacidade de solucionar problemas e desafios”, disse ele.

 

Jackeline Almeida, Gestora de Inteligência Artificial e Cybersecurity da Embratur, concordou com a percepção de Loner, e reforça: “O treinamento e a conscientização seguem importantes nesse cenário, pois as pessoas devem readaptar sua cultura para desconfiar mais das informações que recebem. Tecnologia é uma arma poderosa, capaz de gerar tanto riscos quanto oportunidades”.

 

Por fim, o COO da Aplidigital, Fellipe Canale, reforça que há um trabalho a ser feito desde a formação de profissionais em todas as áreas, para ensiná-los sobre as potencialidades e possíveis ameaças desse recurso. “A única forma de combater IA mal utilizada, é utilizá-la bem. A indústria tem investido mais nessa tecnologia, e por isso, precisamos garantir que as pessoas e os processos avancem junto”, arremata.

 

Assista abaixo, na íntegra, esse rico debate, que também contou com a presença de Leandro Ribeiro, CISO do Hospital Sírio Libanês, e da Diretora Executiva do Security Leaders, Graça Sermoud.

 

 

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Rui Borges

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