PagBank centraliza gestão de rede e Segurança com estratégia de integração

No Security Leaders Porto Alegre, Gabriel Marchetti, Security Engineer da PagBank, apresentou um case focado no processo de integração de redes e segurança cibernética, uma iniciativa que proporcionou automação e mapeamento de conexões, trazendo benefícios para todo ambiente de rede e SI

Compartilhar:

Em sua participação no Security Leaders Porto Alegre, Gabriel Marchetti, Security Engineer da PagBank, detalhou a jornada de transformação da empresa, que precisava escalar a infraestrutura tecnológica sem comprometer a Segurança da Informação. Com crescimento acelerado e um ambiente tecnológico dinâmico, a PagBank decidiu centralizar a gestão de rede com uma estratégia de integração, trazendo benefícios em diferentes departamentos. O projeto contou com apoio da Cisco, parceira nesse processo.

 

A solução surgiu com a integração de redes definidas por software (SDN) e dispositivos de segurança, criando uma estrutura padronizada e centralizada em um único banco de dados. “Integramos todo nosso ambiente, SDN junto com dispositivos de firewall. A virada de chave foi entender que precisávamos armazenar todas as informações em um único banco de dados. Criamos um repositório que consolidava tanto a parte de rede quanto de segurança”, explicou Marchetti.

 

Essa abordagem permitiu a correlação de dados e a criação de uma única interface para os times internos e externos. Além de proporcionar mais agilidade nas operações, essa tela única de visualização aprimorou as evidências para auditorias de forma automatizada, garantindo mais eficiência e precisão.

 

Outro avanço importante foi a integrações com nuvens públicas. Marchetti destacou a criação de um “grande mapa de conexão”, que mapeia toda a comunicação entre sistemas e dispositivos, oferecendo visibilidade ampliada sobre possíveis riscos. “Com isso, conseguimos identificar vulnerabilidades, inclusive as de zero-day, e reclassificá-las conforme o impacto. Isso nos dá a certeza sobre os acessos existentes e nos permite agir de forma mais assertiva.”

 

Os benefícios dessa transformação já são evidentes. A empresa reduziu significativamente o tempo de configuração e eliminou gargalos operacionais, aumentou a escalabilidade de suas operações e fortaleceu a governança de SI. Com maior visibilidade e controle, a infraestrutura tecnológica agora está preparada para suportar o crescimento contínuo da operação sem comprometer a robustez da proteção.

 

Com planos de expandir a integração para mais dispositivos e nuvens públicas, o PagBank segue a jornada de consolidação e maturidade cibernética. “Estamos construindo um modelo que não só responde aos desafios atuais, mas também se prepara para as demandas futuras”, concluiu Marchetti.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Da produtividade à governança: a nova fase da IA nos bancos

Executivos da Caixa, Santander, Bradesco, Itaú, BTG Pactual e Nubank discutiram como IA vem transformando produtividade, experiência do cliente, tomada...
Security Report | Destaques

Porque governança de IA importa

O caso OpenAI / Hugging Face não foi um ataque hacker humano nem um modelo "rebelde". Foi uma falha de...
Security Report | Destaques

Investimento em SI: os 10% dos bancos se tornam referência ou exceção?

Pesquisa da Febraban revela que as instituições financeiras destinam à Cibersegurança 10% do orçamento de TI, estimado em R$ 50...
Security Report | Destaques

IA muda as regras do jogo e coloca governança no centro da inovação bancária

Durante a Febraban Tech, CIOs e CTOs do BTG, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander destacaram como...