O ser humano é vítima ou vilão na Cibersegurança?

Durante o Security Leaders Nacional, CISOs discutem como superar os desafios cibernéticos quando o fator humano entra em cena. Na visão dos Líderes, transformar a educação digital é o caminho para resolver boa parte dos problemas da SI e deve ser uma das prioridades para organizações

Compartilhar:

Durante o Security Leaders Nacional, CISOs reforçaram a centralidade das pessoas na estratégia de proteção cibernética. Apesar de mais de 70% dos incidentes estarem ligados a falhas humanas, segundo dados da IDC, menos de 3% dos investimentos são direcionados à capacitação e conscientização.

 

Rodrigo Jorge, CISO Advisor e curador deste painel, trouxe a provocação central do debate ao questionar se o ser humano é vítima ou vilão quando comete erros como clicar em links maliciosos ou usar senhas fracas. “As empresas tendem a agir e investir nas estratégias de conscientização após um incidente cibernético, mas precisamos mudar essa mentalidade e investir mais na prevenção e na conscientização, desde cedo, nas escolas”, diz o executivo.

 

O debate destacou que a inclusão digital superou a educação digital, criando um gap significativo no preparo dos colaboradores, o que justifica grande parte dos incidentes cometidos por erros ou falhas de seres humanos. Segundo Paulo Farroco, CDO da Ri Happy, as empresas muitas vezes precisam assumir essa responsabilidade de cuidar da educação dos funcionários, mesmo com recursos escassos.

 

Marcos Donner, CISO da Agi, complementou que os programas atuais de conscientização são insuficientes para um cenário tão dinâmico e conectado. “Para que o elo mais importante da SI se torne o elo mais forte, é preciso que as campanhas e programas de Security Awareness toquem o coração da pessoa, atinja de fato o que é importante para ela. Nós CISOs e profissionais de SI não temos, por natureza, os skills necessários que passem essa mensagem com clareza, por isso eu defendo que tenhamos parcerias concretas com empresas de comunicação com objetivo de nos ajudar a disseminar essa cultura digital”, completa Ricardo Castro, CISO e DPO da Clash.

 

Confira o painel completo no vídeo a seguir, que também contou com a participação de Luis Salmaso, Account Executive LATAM da Cloudflare, e com a mediação da Diretora Executiva do Security Leaders, Graça Sermoud:

 

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Investimento em SI: os 10% dos bancos se tornam referência ou exceção?

Pesquisa da Febraban revela que as instituições financeiras destinam à Cibersegurança 10% do orçamento de TI, estimado em R$ 50...
Security Report | Destaques

IA muda as regras do jogo e coloca governança no centro da inovação bancária

Durante a Febraban Tech, CIOs e CTOs do BTG, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander destacaram como...
Security Report | Destaques

Bancos destinam R$ 5 bilhões à Cibersegurança

Valor representa cerca de 10% do orçamento total de tecnologia do setor, estimado em R$ 50 bilhões para o ano...
Security Report | Destaques

“Agenda de SI no sistema financeiro não tem um ponto final”, diz BACEN

Na abertura da FEBRABAN TECH 2026, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que medidas de combate a fraudes, Cibersegurança...