“O maior inimigo da Segurança é a conveniência”, diz presidente da Genetec

Na visão de Pierre Racz, controles desajustados de Cibersegurança e de Segurança Corporativa podem ser burlados se a fricção com o usuário for muito alta. Ele orienta que uma estratégia única de proteção física e lógica de perímetro é o caminho para uma organização mais segura

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“O maior inimigo da Segurança é a conveniência”. Assim destacou o presidente e fundador da Genetec, Pierre Racz, ao explicar que um dos pontos essenciais na visão da companhia é orientar os clientes na jornada de maturidade de proteção de perímetro.

 

Durante a coletiva de imprensa oferecida no escritório da Genetec em Washington DC, nos Estados Unidos, o comitê de executivos destacou a visão da companhia em relação às tendências de sinergia entre segurança física e lógica e qual é o papel da Genetec na oferta de soluções que garantam essa integração.

 

Segundo Racz, é essencial que todas as organizações compreendam qual é o nível aceitável de equilíbrio entre os controles de proteção na esfera física e no ciberespaço com a experiência do usuário. Para ele, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, sempre existirá alguma fricção com os colaboradores.

 

“Em muitos casos, os controles desajustados estabelecidos pelos times de Cibersegurança e Segurança Corporativa são burlados por outros colaboradores para se ter um acesso fácil às dependências físicas e digitais da companhia. Essas práticas são as que abrem espaço para brechas e vulnerabilidades”, acrescentou Racz durante o encontro no Global Press Summit, organizado pela Genetec.

 

Ações coordenadas

 

Nesse sentido, ofertar soluções de controles e proteção cada vez mais coordenadas em todos os ambientes das empresas é o objetivo principal da Genetec. Na visão do executivo, os próximos cinco anos serão pautados pela iniciativa de coordenar todas as áreas internas da companhia, orientando os clientes a aplicarem tecnologia de forma que proteja todo o perímetro.

 

Através desse caminho, a vendor seguirá trabalhando em favor das inovações tecnológicas emergentes, como a Inteligência Artificial, mas preservando sempre o fator humano essencial para que esses recursos atinjam seu maior potencial.

 

Além disso, a Genetec também se propõe a se aliar aos poderes públicos em todos os locais em que atua para patrocinar novos padrões de boas práticas da Segurança física e lógica, incluindo considerar a possibilidade de sancionar organizações cujos processos de controle sejam frágeis o suficiente para expor seus setores à risco desnecessário.

 

“Temos uma obrigação de ajudar os clientes a não tomar decisões equivocadas, como manter controles desajustados de Segurança ou não gerenciar vulnerabilidades existentes nas proteções diretamente relacionadas às joias da coroa. Em situações de ataque de ransomware, por exemplo, serão essas brechas as primeiras a serem exploradas”, disse o C-Level.

 

Desse ponto, Racz considera importante ir além da integração entre os dois setores, em favor de uma unificação mais definitiva. “Embora essa sinergia não seja uma jornada simples, podemos dizer que ela trará maiores benefícios às instituições. Quanto mais bem coordenados estiverem os controles de proteção física e lógica, mais a organização inteira vai se beneficiar”, encerrou.

 

*Matheus Bracco esteve na sede da Genetec em Washington DC, a convite da empresa, para participar do Global Press Summit 2024

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