No segundo trimestre de 2022, Brasil registrou mais de 5,57 tentativas de fraudes digitais por minuto

De acordo com levantamento, fraudes evitadas no período somariam valor estimado em mais de R$ 535 milhões. O setor financeiro é o mais visado pelos fraudadores

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Entre abril e junho deste ano, o Brasil registrou uma média de 5,57 tentativas de fraudes digitais por minuto. É o que mostra um levantamento inédito realizado pela plataforma de prevenção à fraude AllowMe. Para a elaboração do levantamento, o AllowMe analisou uma amostra com mais de 62 milhões de transações. Neste universo, as fraudes evitadas contabilizaram um prejuízo estimado superior a R$ 535 milhões.

 

Quando estendida a análise para o primeiro semestre de 2022, foram mais de 132 milhões de transações monitoradas. As perdas evitadas neste prazo superam a marca dos R$ 761 milhões. A média de fraudes aplicadas por minuto nos últimos seis meses é de 3,62 – um aumento de 70% em relação à média do primeiro semestre de 2021, que era de 2,12.

 

“Com a digitalização de processos nas mais variadas indústrias, tem aumentado também a atuação dos fraudadores. O ataque a essa questão tem se tornado cada vez mais urgente. Até por isso, a contratação de ferramentas que consigam se adaptar às necessidades de cada modelo de negócio e identificar de antemão comportamentos suspeitos e cancelar transações executadas por fraudadores antes da concretização de seus golpes tem se tornado cada vez mais fundamental para a sustentabilidade dos negócios digitais”, afirma Diana Carolina Herrera, head de Inteligência de Mercado do AllowMe.

 

De acordo com o levantamento, o setor financeiro está no topo da lista entre os que mais sofreram com fraudes online no país no último semestre. Em seguida, estão os e-commerces e o segmento de criptomoedas.

 

No que diz respeito à jornada dos usuários, a grande maioria das tentativas de fraude se dá durante o login, ou seja, quando o usuário coloca seus dados cadastrais para acessar sua conta em um site ou aplicativo. O momento concentra 86% das incidências. Em seguida, temos a abertura de contas como uma etapa mais vulnerável, com 13%. Transações, reset de senha, alterações cadastrais não somam nem 1%.

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