MPDFT notifica Atlas Quantum pelo vazamento de dados de clientes

Ocorrido em agosto de 2018, incidente foi julgado pelo Ministério Público, que pediu nesta semana a condenação das empresas do grupo econômico ao pagamento de R$ 10 milhões pelo vazamento dos dados de mais de 260 mil clientes

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Nesta sexta-feira (26/04) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) notificou a empresa Atlas Quantum, do segmento de moedas digitais. Como medida, o MPDF pede a condenação das empresas do grupo econômico ao pagamento de R$ 10 milhões referente aos danos morais coletivos por conta do vazamento de dados 260 mil clientes.

 

Na ocasião do incidente, em agosto de 2018, a Atlas Quantum confirmou o vazamento de dados dos seus clientes, desde saldo, nome, e-mail e telefone publicados.

 

Logo após o vazamento dos dados, em agosto de 2018, o MPDFT enviou ofício à empresa com questionamentos sobre o ocorrido. Em resposta, a Atlas Quantum assumiu o incidente de segurança que deixou vulnerável dados pessoais dos clientes, como nome, e-mail, telefone e saldo em bitcoins.

 

A Atlas Quantum enviou nota para a imprensa com o seu posicionamento sobre a notificação emitida na semana passada pelo MPDF. “O Atlas não foi informado sobre o processo do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mas reafirma o compromisso com a transparência de todas as suas ações. Reiteramos que o fato não ocasionou qualquer risco de perda dos investimentos, bem como adotamos todas as medidas necessárias para evitar prejuízos aos nossos clientes.

 

Além disso, o Atlas nega veementemente as acusações de pirâmide financeira, não prometendo rendimentos justamente por se tratar de uma operação de renda variável. Através de um algoritmo que encontra as melhores cotações do Bitcoin, o Atlas Quantum realiza operações de arbitragem em mais de 10 exchanges. A partir de variações de cotações entre as exchanges, operamos a compra e venda das moedas, gerando a rentabilidade que compartilhamos com nossos clientes. Nosso modelo de negócio já foi avaliado pela CVM, que afirmou não ter encontrado nenhum indício de irregularidade.”

 

* Com informações Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

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