Millennials lideram volume de fraudes e Geração Z representa maior risco no e-commerce 

Estudo revela que golpistas miram perfis com vida financeira estabelecida, enquanto transações suspeitas na Geração Alpha registram o maior ticket médio

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Perfis de millennials foram os alvos mais frequentes em tentativas de fraude no e-commerce ao longo de 2025, acumulando 599,9 mil ocorrências associadas à geração. Os dados são de um novo levantamento da Serasa Experian, que revela um padrão claro na escolha dos alvos simulados pelos golpistas. O topo do ranking é formado por grupos com forte presença digital e vida financeira ativa, incluindo também a Geração Z, com 505,5 mil tentativas, e a Geração X, com 297,1 mil casos. 

  

“Quando observamos o e-commerce em profundidade, percebemos que os fraudadores não atuam de forma aleatória: eles buscam perfis que façam sentido dentro da dinâmica de cada canal, categoria e meio de pagamento. Entender quais consumidores são mais imitados nessas investidas é essencial para calibrar melhor os modelos de prevenção e proteger a operação sem comprometer a experiência do cliente”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez. 

  

Embora a Geração Y lidere em volume absoluto, a taxa proporcional de risco altera o ranking, colocando a Geração Z na liderança com 2,2%. Conforme explica Sanchez, esse percentual representa a fatia de pedidos com suspeita de fraude dentro do grupo, o que significa que a pressão fraudulenta sobre os jovens da Gen Z foi a mais intensa do período. Na sequência proporcional aparecem a categoria “Outros”, que reúne perfis fora das demarcações tradicionais, com 1,2% de risco, e os Boomers, com 1,1%. 

  

No recorte de ticket médio, quase todas as gerações registraram valores de tentativas de fraude acima de R$ 1 mil. A única exceção foi a Geração Z, que obteve a menor média em fraudes (R$ 990,11) e também em compras legítimas (R$ 459,34). Na outra ponta, os perfis da Geração Alpha registraram o maior ticket médio sob suspeita, atingindo R$ 1.821,15, valor 56,3% superior ao verificado nas tentativas contra os millennials, que ocupam a segunda posição com R$ 1.165,03. 

  

Essa variação de valores indica que, ao reproduzir dados dos mais jovens da Geração Alpha, os criminosos costumam mirar transações financeiras muito mais robustas. O estudo consolida a urgência de análises preditivas que considerem o comportamento de compra de cada faixa etária, permitindo que as plataformas identifiquem desvios e bloqueiem os ataques de identidade antes que as transações fraudulentas sejam concluídas no carrinho de compras. 

 

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