Empresa chinesa chega ao país e quer liderança no monitoramento de ataques desconhecidos

A Hillstone busca consolidação no Brasil após os desafios da pandemia e estabelece atuação direcionada para atender o mercado por meio de estratégia verticalizada e nicho de soluções. O foco está pautado nas ofertas de NDR (Network Detection and Response) e na evolução desse segmento com o XDR (Expanded Detection and Response)

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Os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados e complexos e o mercado brasileiro de defesa cibernética abre as portas (e a mente) para tecnologias do mundo inteiro. É o caso da Hillstone, uma empresa global de origem chinesa que cumpre hoje a jornada de consolidação em solo nacional, pautada, principalmente, na demanda por tecnologias de NDR (Network Detection and Response) e na evolução desse nicho com o XDR (Expanded Detection and Response).

 

De acordo com André Gurgel, Country Manager da Hillstone Brasil, a presença de players como a Huawei no País abriu portas comerciais em várias frentes. “A China é um dos maiores parceiros do Brasil e mesmo assim não temos o hábito de dialogar sobre esse mercado, que vem quebrando estigmas do passado e é hoje o país que mais registra novas patentes em todo mundo, superando o Vale do Silício, nos Estados Unidos”, diz o executivo em entrevista à Security Report.

 

A empresa está presente no País desde 2017, mas foi em setembro de 2020 que Gurgel assumiu a operação a fim de criar condições para atender os clientes de forma mais estruturada, inclusive, com suporte em português. Hoje, 10 funcionários fazem parte da equipe brasileira compondo áreas como vendas, engenharia e canais.

 

Com operação montada e tecnologias implementadas em empresas brasileiras, a estratégia da companhia para 2023 é construir atendimento por meio de dois caminhos: o primeiro especializado em verticais de negócios e o outro focado em setores tecnológicos, com ofertas a partir das demandas dos clientes.

 

Além do básico bem-feito

A Hillstone tem um portfólio amplo, com soluções tradicionais que tratam das ameaças conhecidas com tecnologias de perímetro, proteção de aplicações e de nuvem. Mas a menina dos olhos é o NDR juntamente com a evolução XDR, para monitoramento e análise de ataques desconhecidos. Segundo André Gurgel, o sucesso da implementação dessas tecnologias será garantido para empresas que já contam com um mínimo de maturidade em cyber, com o básico bem-feito.

 

As soluções possuem sensores com recursos de Inteligência Artificial para detectar comportamentos anormais na rede. Já o XDR é uma central de inteligência que processa sensores de Segurança, incluindo aqueles gerados por plataformas diferentes da Hillstone. É uma oferta que se ajusta à realidade de cada empresa, com recursos de Machine Learning para identificar comportamentos não idôneos, gerar uma análise sobre o que foi detectado e agir para corrigir o problema.

 

“Essa sofisticação para tratar o desconhecido é a chave para a Resiliência Cibernética. Como temos uma atuação globalizada, as tecnologias já estão consolidadas, o que nos traz segurança para ofertar no mercado brasileiro”, pontua André Gurgel. Ele acrescenta que, além de soluções, o famoso tripé da SI: pessoas, processos e tecnologia ainda é uma premissa para os CISOs, principalmente quando alinhado ao engajamento dos colaboradores em prol da SI.

 

Entretanto, existem muitas empresas brasileiras que ainda negligenciam o básico da Cyber Security. Para essas, André Gurgel reforça que a Hillstone também pode ajudar. “A estratégia está pautada na construção dessa maturidade, com portfólio de soluções tradicionais para, posteriormente, evoluirmos para as tecnologias mais avançadas”, conclui.

 

 

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