Marinha do Brasil confirma ataque DDoS após instabilidade no site

Nesta semana, o site oficial da Força Naval ficou fora do ar, e segundo nota da instituição, foi confirmado que a ocorrência envolveu mais uma ação de DDoS

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O portal oficial da Marinha do Brasil ficou fora do ar nesta semana. A Marinha informou que houve uma interferência externa em seu sistema, do tipo de negação de serviços, ou Distributed Denial of Service (DDoS). A medida tomada para impedir maior acesso às informações foi desligar a conexão ao acesso à rede de internet. Apesar disso, a instituição confirmou que não foram identificados nenhuma forma de vazamentos ou degradação da sua capacidade de operação.

 

Na última semana a Força Aérea Brasileira (FAB) também confirmou um ataque de DDoS em seu portal, que passou por momento de instabilidade. Em comunicado, o órgão afirmou que na noite do mesmo dia o portal já estava no ar. A FAB reforçou que não houve nenhum vazamento de dados sensíveis, já que foi contido na primeira barreira.

 

Diversas outras organizações do país foram alvos de ataques cibernéticos envolvendo DDoS neste mês de março, o que reforça a possibilidade de uma ampla campanha mirando as operações do poder público nacional. Uma das instituições afetadas foi o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que enfrentou fortes instabilidades devido a picos de acessos artificiais à página.

 

Um terceiro caso atingiu o site do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3). Em comunicado enviado para a Security Report, a corte, sediada em São Paulo confirmou que houve um ataque de hacker do tipo DDoS aos seus portais na web. 

 

A Security Report traz o comunicado oficial sobre o incidente cibernético ao portal da Marinha do Brasil:

 

“A Marinha do Brasil informa que identificou uma ação externa de negação de serviços, tecnicamente chamado de Distributed Denial of Service (DDOS).

 

A ação consistiu em um processo de saturação dos recursos de acesso aos serviços externos de internet prestados pela Força.

 

De imediato, como medida preventiva, o sistema de proteção desconectou o acesso à internet, interrompendo eventuais desdobramentos de maior gravidade.

 

Não foram identificados vazamentos, nem degradação da capacidade operacional da Marinha do Brasil.”

 

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