LGPD impulsiona a próxima onda de transformação do mercado financeiro 

Embora o setor seja um dos mais regulados, 2020 será um marco para bancos e instituições financeiras em função das novas regras de proteção de dados, face ao novo modo de realizar transações com o open banking, além das normas do Cadastro Positivo

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Como se preparar para a LGPD diante de tantas mudanças na indústria financeira? Open Banking, Cadastro Positivo e ainda criar novos produtos e serviços baseados no modelo disruptivo que vem por aí. Esses são os desafios do setor para 2020. E, embora muitos já tenham feito investimentos para atender as regras da GDPR, no Brasil, atender as exigências do consumidor, que estará no centro do negócio por conta dele ser o dono dos dados, é instigante e requer uma orquestração da base de informações que, sem dúvida, mudará a maneira de se relacionar com o cliente.

 

Paralelamente, os super ataques avançam e manter equipes de segurança da informação já não é mais possível, a guerra agora é máquinas contra máquinas e a inteligência artificial, bots e machine learning serão as ferramentas para mitigar riscos. No horizonte desafiador, ainda, a LGPD prevê a gestão de segurança com terceiros, o que será impactante frente ao open banking, que permitirá transações com múltiplos fornecedores. Nesse contexto também as fintechs avançam com processos ágeis de desenvolvimento de produtos e serviços, que já nascem com uma arquitetura de segurança, ou o security by design.

 

Do ponto de vista do consentimento, uma das principais questões trazidas pela LGPD, todo o mercado está se preparando e o setor financeiro possui um arsenal bem estruturado para planos de ação já em execução, dos quais participam C-Levels, diretores de diversas áreas e o CISO ao lado do compliance são os protagonistas. Nesse sentido, a maioria do mercado já está num ponto avançado, com treinamentos de colaboradores para minimizar riscos de incidentes.

 

O que a maioria ainda espera é a estruturação da ANPD, mas enquanto isso a FEBRABAN avança em seus comitês de segurança da informação desenvolvendo melhores práticas e criando um arcabouço de troca de informações entre os gestores de segurança em plataformas voltadas para a orquestração de estratégias de contrataques.

 

Portanto, a palavra de ordem das instituições financeiras é desenvolver ofertas já em conformidade com as novas regras da LGPD e preparadas para um dos momentos mais disruptivos da história dessa indústria depois do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), o open banking.

 

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