Invasores usaram vulnerabilidade Log4Shell para fornecer backdoors a servidores virtuais

Pesquisa detalha as ferramentas e técnicas usadas para comprometer os servidores e distribuir três backdoors diferentes e quatro criptomineradores

Compartilhar:

A Sophos divulgou descobertas de que cibercriminosos estão usando a vulnerabilidade Log4Shell para fornecer backdoors e scripts de criação de perfil para servidores VMware Horizon desatualizados, abrindo caminho para acesso persistente e futuros ataques de ransomware.

 

A pesquisa, intitulada “Horde of Miner Bots and Backdoors Leveraged Log4J to Attack VMware Horizon Servers”, detalha as ferramentas e técnicas usadas para comprometer os servidores e distribuir três backdoors diferentes e quatro criptomineradores. Os backdoors foram possivelmente lançados via Initial Access Brokers.

 

O Log4Shell é uma vulnerabilidade de execução remota de código no componente de log Java, o Apache Log4J, incorporado em centenas de produtos de software. Essa vulnerabilidade foi relatada anteriormente e corrigida em dezembro de 2021.

 

“A pesquisa da Sophos revela ondas de ataques direcionados aos servidores Horizon, a partir de janeiro, que lançam uma série de backdoors e criptomineradores para servidores desatualizados, bem como scripts para coletar informações de dispositivos. A Sophos acredita que alguns desses backdoors podem ser implementados por Initial Access Brokers para proteger o acesso remoto persistente a um alvo de alto valor – que eles podem vender para outros invasores, como operadores de ransomware”.

 

As formas de ataque que a Sophos detectou por meio do Log4Shell para direcionar servidores Horizon vulneráveis incluem:

 

• Duas ferramentas legítimas de monitoramento e gerenciamento remoto, agente Atera e Splashtop Streamer, provavelmente destinadas ao uso malicioso como em backdoors;

• Backdoor malicioso chamado de Sliver;

• Criptomineradores z0Miner, JavaX miner, Jin e Mimu;

• Shells reversos – técnica utilizada para enviar comandos de um shell remotamente por um ponto de entrada – baseados em PowerShell que coletam informações de dispositivos e backups.

 

A análise também revelou que em algumas ocasiões o Sliver é entregue junto a scripts de criação de perfil Atera e PowerShell, e é usado para lançar as variantes Jin e Mimu do botnet do minerador XMrig Monero.

 

De acordo com a Sophos, os cibercriminosos estão usando diversas abordagens para infectar os alvos. Enquanto alguns dos ataques anteriores utilizaram o Cobalt Strike para preparar e executar as funções úteis do criptominerador, a maior onda de ataques, que começou em meados de janeiro de 2022, executou o script do instalador do criptominerador diretamente do componente Apache Tomcat do servidor VMware Horizon. E essa onda de ataques ainda está em andamento.

 

“As descobertas da Sophos apontam que cibercriminosos estão implementando esses ataques, portanto, a etapa mais importante de proteção é atualizar todos os dispositivos e aplicativos que usam o Log4J com a versão corrigida do software. Isso inclui opções atualizadas do VMWare Horizon se as organizações usarem o aplicativo na rede”, explica Gallagher.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

22 segundos é a nova velocidade do ataque cibernético, segundo relatório

A Redbelt Security apresentou o dado na 5ª edição do EXPAND, que ainda ressaltou o vetor de entrada mais comum...
Security Report | Overview

Roubo de contas no Instagram expõe riscos de autonomia da IA?

Possível invasão de contas do Instagram por meio de chatbot de suporte com IA reforça riscos de delegação excessiva de...
Security Report | Overview

Técnica dos anos 60 é reutilizada para criar QR codes maliciosos, alerta pesquisa

Kaspersky identifica técnica que recria QR Codes usando apenas letras e símbolos de teclado, burlando proteções tradicionais que só buscam...
Security Report | Overview

Threat Intel detecta aumento de ataques direcionados à Copa do Mundo FIFA 2026

Setores financeiro, de transporte, hotelaria e apostas online estão entre os principais alvos dos cibercriminosos, aponta estudo da companhia