AI deve fortalecer ataques direcionados em 2024, diz presidente da IBM Brasil

Em evento de confraternização com a imprensa, os líderes locais da companhia falaram dos novos meios de potencializar os incidentes cibernéticos com dados interpretados e processos automatizados. Devido a isso, é crucial que a indústria de tecnologia e Segurança equilibre a disputa com soluções baseadas em AI e apoio aos projetos de regulamentação

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De acordo com lideranças da IBM Brasil, os impactos da Inteligência Artificial chegarão com ainda mais força ao mercado de tecnologia informacional em 2024. No setor de Cyber Security, o recurso deve protagonizar uma intensa disputa entre o cibercrime e os times de SI, com cada um em busca de se adaptar mais rapidamente aos benefícios da automação.

O presidente da IBM Brasil, Marcelo Braga, disse que o uso de AI Generativa deve orientar grupos criminosos para um novo nível de personalização, com ataques cada vez mais direcionados a perfis específicos de usuários, como forma de potencializar a taxa de sucesso. Isso seria feito através da automação de processos e seleção criteriosa dos alvos a partir de seus dados públicos.

“Hoje em dia, o objetivo deixou de ser o ataque em massa, mirando em diversos alvos diferentes até que um fosse bem-sucedido. A tendência mais lucrativa do momento é traçar campanhas de phishing direcionados ou envio de malwares especializados em determinados sistemas para hiper personalizar os incidentes usando dados organizados pela AI”, afirmou Braga durante coletiva com jornalistas.

Dessa maneira, é estratégia crucial de companhias e parceiros repensarem seus planos de segurança baseados nessa nova realidade. O executivo aconselha equilibrar a disputa via inclusão da Inteligência de máquina para automatizar processos e, assim é acelerar tanto o tempo de resposta e melhorar o planejamento preventivo a um incidente.

Thiago Viola, Diretor de Inteligência Artificial, Automação e Dados na IBM, relembra a instalação de um SOC da companhia em solo brasileiro como um exemplo dessa adesão à AI. Com a tecnologia embarcada no centro de operações, é possível mitigar os prejuízos de vazamentos de dados em US$ 1,76 milhão e reduzir o tempo médio de uma violação em 108 dias.

“No fim, os ataques virão direcionados a todas as pessoas, de sorte que um incidente em determinada empresa poderá causar problemas para outras organizações e mesmo para a sociedade de maneira geral. Saber lidar com uma superfície de risco tão complexa exige capacidades de operação possíveis apenas por automação efetiva. Hoje, seu papel deve ser de copiloto de Cyber”, acrescentou Viola.

Regulação apoiada pela indústria

Os executivos da organização ainda saudaram os avanços das leis de regulação da tecnologia em todo o mundo. Esses marcos regulatórios, segundo eles, pode orientar melhores práticas de desenvolvimento da tecnologia, sem abdicar dos processos inovadores. Apenas esse passo já seria um grande avanço para ampliar o nível de maturidade das tecnologias, incentivando-as a considerarem a Segurança desde o início do projeto.

“É também um papel nosso, como indústria, de se posicionar favoravelmente a essas leis, tomando a nossa parte como ente social responsável. A IBM sempre foi uma das instituições mais vocais em favor da AI ética, portanto nossa proposta é articular um discurso conjunto das empresas de tecnologia em favor da regulamentação, estabelecendo limites de uso sem engessar a criação”, encerrou Braga.



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