IA virou prioridade unânime na Ciber das empresas brasileiras?

Estudo da Kaspersky revela que organizações planejam incorporar a tecnologia aos seus SOCs para acelerar a detecção de ameaças, automatizar tarefas e mitigar a escassez de especialistas

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A IA deixou de ser uma aposta futura e passou a ser uma prioridade imediata para a Cibersegurança corporativa no Brasil. Uma pesquisa inédita da Kaspersky revela que 100% das companhias do país planejam incorporar IA em suas operações, especialmente nos Centros de Operações de Segurança (SOC). O objetivo é acelerar a detecção de ameaças, automatizar respostas a incidentes e elevar a eficiência das equipes, contudo, o estudo aponta lacunas entre a expectativa e a execução, impulsionadas pela falta de dados de treinamento de qualidade e pela escassez de especialistas. 

  

Com o objetivo de compreender como as organizações estruturam seus SOCs, o estudo global analisou as prioridades e os desafios relacionados ao uso da tecnologia. No Brasil, os resultados mostram uma decisão clara de adoção: 59% dos entrevistados afirmam que “provavelmente” incorporarão IA em suas rotinas de Segurança, enquanto 41% dizem que “definitivamente” o farão. Essa forte tendência reflete a percepção do recurso como um motor indispensável para otimizar os processos de investigação e aumentar a precisão geral das defesas cibernéticas. 

  

Entre os casos de uso mais relevantes, as organizações brasileiras esperam que a IA fortaleça a identificação de anomalias por meio da análise automatizada de dados (67%) e facilite a resposta rápida a incidentes com cenários predefinidos de gestão (44%). Os principais estímulos para essa implementação são melhorar a eficácia geral na detecção de ameaças (38%), automatizar tarefas rotineiras (33%) e reduzir falsos positivos (41%). O relatório indica ainda que as grandes empresas possuem planos mais amplos e ambiciosos para aplicar a tecnologia em múltiplas funções. 

  

Ainda assim, levar a IA do planejamento para a prática envolve obstáculos complexos. O principal entrave enfrentado pelas companhias no mercado nacional é a falta de dados de qualidade para treinar os modelos matemáticos, realidade apontada por 38% dos participantes. Esse cenário desafiador é seguido de perto pelo surgimento de novas ameaças digitais associadas diretamente a essa tecnologia (29%) e pela escassez crônica de especialistas em IA nas equipes internas (21%), o que restringe o ritmo das integrações. 

  

“A inteligência artificial é uma aliada fundamental para tornar os SOCs mais ágeis, precisos e eficientes, indo além da automação ao reduzir falsos positivos. Contudo, sua incorporação esbarra na escassez de talentos, na complexidade operacional e nas limitações de recursos das empresas. É vital aproximar as organizações de tecnologias avançadas que fortaleçam a Segurança sem sobrecarregar as equipes. Na Kaspersky, integramos IA às soluções, com o suporte de especialistas para potencializar a detecção e resposta às ameaças atuais”, afirma Claudio Martinelli, diretor-geral para as Américas na Kaspersky. 

  

Para construir e operar um SOC confiável, a Kaspersky recomenda estabelecer objetivos claros antes da implementação, garantindo que as ferramentas tragam valor real às necessidades específicas do negócio. A empresa orienta o uso de serviços de consultoria especializada para estruturar processos robustos, além da adoção de soluções avançadas como o Kaspersky SIEM, que analisa registros de infraestrutura e identifica sequestros de bibliotecas dinâmicas (DLL hijacking) com apoio de IA. A fabricante também indica o uso das linhas Kaspersky Next e Kaspersky Threat Intelligence para expandir a visibilidade e otimizar buscas em fontes abertas de inteligência (OSINT). 

 

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